Compra de cloroquina por Bolsonaro pode ser classificada como improbidade, diz Mandetta

Declaração foi dada durante a CPI do Genocídio; assista ao vivo

Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, disse à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as omissões do governo do presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia de Covid-19, a chamada CPI do Genocídio, que a Consultoria Jurídica do ministério, órgão setorial da Advocacia Geral da União (AGU), apontou que a compra de cloroquina e hidroxicloroquina, recairia em improbidade administrativa.

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“O parecer da AGU do Ministério… Quando o ministério quer comprar qualquer item, precisa passar pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Eu não posso comprar por vontade própria, precisa passar no comitê. Esse medicamento não passava no comitê técnico porque o primeiro item é a evidência científica”, disse o ministro ao ser questionado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-RS).

“Os gastos foram feitos sem isso. A AGU apontou que não seria correto comprar, sob o ponto de vista da probidade administrativa. A lei não autoriza que um ministro da Saúde proceda dessa maneira sobre a ótica pessoal”, afirmou.

Na sequência, Mandetta reconheceu que “o Brasil poderia ter feito muito melhor” no combate à pandemia.

O Brasil comprou cloroquina suficiente para 18 anos de abastecimento.

Assista à CPI:

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e latino-americanista convicto, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum América Latina