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03 de setembro de 2019, 08h34

Contas da USP, Unesp e Unicamp são alvos de investigação por CPI na Alesp

“A CPI perdeu o rumo”, declarou a Professora Bebel (PT), deputada estadual; para ela, a iniciativa gera insegurança nas instituições, que gozam de autonomia universitária

Foto: Divulgação

Não é só o governo federal que ataca a educação. A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as universidades paulistas. Foram requisitadas informações sobre o sigilo bancário da Unicamp, da Unesp e da USP.

As instituições terão que enviar aos deputados extratos mensais de todas as contas que mantêm, do período de 2011 a 2019, de acordo com a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

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Somente a USP faz mais de 30 mil movimentações bancárias por mês. No total, portanto, serão 3 milhões de linhas que os parlamentares terão que ler para decifrar a origem e o destino dos recursos.

A deputada Maria Izabel (PT-SP), conhecida como Professora Bebel, que também é presidenta da Apeoesp, pediu vista e disse que não haveria condições de a CPI analisar os dados. O presidente da comissão, Wellington Moura (PRB-SP), afirmou, contudo, que a análise deverá ser feita por amostragem.

A CPI deve aprovar requerimentos exigindo que as universidades enviem à Assembleia a “relação de todas as pesquisas realizadas”, com título, objeto, valor e resultado do estudo. São milhares por ano.

Sem rumo

“A CPI perdeu o rumo”, declarou professora Bebel. As iniciativas estão gerando insegurança nas instituições, que gozam de autonomia universitária.

As instituições têm recebido, ainda, inúmeros pedidos de informação. O deputado Douglas Garcia (PSL-SP), por exemplo, enviou à USP requerimento solicitando dados a respeito de todos os eventos “ministrados” no campus de São Carlos desde o início de 2019. Ele quer que sejam discriminados quais deles foram organizados por movimentos sociais, o que caracteriza perseguição.


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