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06 de fevereiro de 2020, 21h06

“Contra a incitação ao ódio, falarei de amor”, diz Suplicy, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo

Atual vereador da capital paulista, Eduardo Suplicy disputa as prévias do PT; em entrevista à Fórum ele explicou por que decidiu se candidatar. Assista

Perto de completar 79 anos, Eduardo Suplicy exibe a mesma vitalidade de sempre. Em entrevista à Fórum, ele contou que acabou de fazer uma bateria de exames e perguntou aos médicos: “Posso encarar a disputa municipal e governar pelos próximos quatro anos?” E a resposta foi “vá em frente”. E Suplicy é um dos sete pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores, que vão concorrer nas prévias da legenda.

Na entrevista, Suplicy falou sobre as iniciativas inovadoras que já foram implantadas em gestões petistas e que pretende expandir, caso realmente seja o candidato da sigla e vença as eleições. Entre as medidas, defende o Orçamento Participativo, para que “todos possam influenciar nas decisões”, melhorar a qualidade da educação e expandir os CEUs (Centros Educacionais Unificados), criados na gestão de sua ex-esposa, Marta Suplicy. “Meus programas de governo levarão em conta os planos de metas do governo Fernando Haddad”, acrescentou.

O atual vereador de São Paulo citou ainda programas bem sucedidos de economia solidária em municípios administrados pelo PT, como a cidade de Maricá (RJ), que tem uma moeda social chamada Mumbuca. Ele defende formas cooperativas de produção aliadas à expansão do microcrédito e instituição da Renda Básica de Cidadania.

Questionado sobre como lidar com o sentimento de ódio à esquerda e o antipetismo, marcas da eleição de 2016, quando João Doria derrotou Fernando Haddad, Suplicy disse acreditar no amor. “Contra a incitação ao ódio, falarei de amor e como podemos viver numa cidade, num Brasil, onde as pessoas tenham maior respeito umas às outras”, destacou. “Sou discípulo de Mahatma Gandhi e Martin Luther King, quero ver todos sentados juntos na mesa da fraternidade.”

Suplicy lamentou os resultados das eleições de 2018, quando não se elegeu senador e Jair Bolsonaro venceu a Presidência. Para ele, as fake news espalhadas pelas redes sociais e WhatsApp tiveram papel fundamental nesse cenário. Por isso, afirmou que a CPMI das Fake News é de extrema importância.

Sobre uma aliança com Marta, que tem mostrado disposição em voltar a dialogar com a esquerda, Suplicy afirmou que tem conversado com ela mais sobre os filhos do que sobre a vida política. “Sua gestão foi muito positiva, com grande destaque para a educação, os CEUs, o bilhete único”, lembrou.

Ao final do programa não poderia faltar a canção Blowin’ In The Wind, de Bob Dylan. Confira:

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