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06 de agosto de 2019, 13h10

Corinthians repudia prisão de torcedor por protesto contra Bolsonaro: “Atentado às liberdades individuais”

Em nota publicada em seu site oficial, Corinthians repudiou a ação da Polícia Militar de deter o torcedor Rogério Lemes durante o clássico do último domingo, em Itaquera

Rogério Lemes, que foi preso no jogo do Corinthians, por gritar contra Bolsonaro (Reprodução/Facebook)

Em nota publicada em seu site oficial, Corinthians repudiou a ação da Polícia Militar de deter um torcedor por protestar contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL) no clássico do último domingo (4) contra o Palmeiras, em Itaquera. O clube classificou o ocorrido como “um grave atentado às liberdades individuais do Estado Democrático de Direito”.

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O torcedor do Corinthians Rogério Lemes foi retirado pela Polícia Militar da arquibancada do estádio durante a execução do hino nacional. Antes de o jogo começar, o torcedor gritou “ei, Bolsonaro, vai tomar no cu” e, na sequência, foi abordado pelos policiais. Então, o torcedor foi levado à delegacia pelos policiais Jaciel Ferreira e Paulo Alexandre Pires de Souza, que informaram que “estavam em patrulha quando visualizaram Rogério gritando palavras de ordem contra o atual presidente, Jair Messias Bolsonaro”.

Em boletim, os policiais informam que o abordaram e o levaram à delegacia para evitar “um princípio de tumulto”.

Confira a nota do Corinthians na íntegra:

A Arena e o Sport Club Corinthians Paulista vêm a público repudiar o episódio que resultou na detenção do torcedor Rogério Lemes Coelho durante o jogo ocorrido no último domingo (04) contra o Palmeiras na Arena Corinthians, após sua manifestação contra o Presidente da República. O clube historicamente reitera seu compromisso com a democracia e a defesa do direito constitucional de livre manifestação, desde que observados os princípios da civilidade e da não violência. A agremiação lembra que diferentes autoridades, entre elas o presidente do clube, já foram alvo de manifestações da torcida durante os mais variados eventos esportivos realizados no local e o episódio caracteriza-se como um grave atentado às liberdades individuais no Estado Democrático de Direito.


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