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03 de junho de 2019, 14h59

Covas faz dobradinha com Bolsonaro para internação compulsória de dependentes químicos

Prefeitura de São Paulo anuncia nova fase de programa anti-drogas com política de internação involuntária. A mudança vem atrelada com nova lei aprovada às pressas no Congresso

Bruno Covas (Foto: Leon Rodrigues/Secom Prefeitura de S.Paulo)

À espera de sanção da nova lei antidrogas por Bolsonaro, a prefeitura de São Paulo, comandada por Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta segunda-feira (3) a nova fase do programa Redenção, com a internação involuntária de dependentes químicos.

A nova lei antidrogas, votada às pressas no Congresso, viabiliza essa nova fase que concede a agentes públicos a possibilidade de pedir a internação involuntária de usuários de drogas e portadores de doenças mentais. No texto da lei, que ainda não foi sancionada por Bolsonaro, há dois tipos de internação: a solicitada por assistentes sociais e respaldadas por um médico e a internação compulsória determinado por decisão judicial.

Coordenador do Redenção, Arthur Guerra afirma que para viabilizar essa nova etapa a prefeitura pretende firmar parcerias com os governos federal e estadual. “Temos o nosso programa municipal que trabalha primordialmente as internações voluntárias. Estamos fazendo uma integração com o governo estadual, que também trabalha com o modelo de algumas internações involuntárias. Nós queremos conversar com o governo federal que tem como uma possibilidade, mas não a única, a internação involuntária para a recuperação desses usuários”, afirmou em coletiva de imprensa.

Guerra diz que desde que o projeto surgiu, em 2017, cerca de 10 mil internações voluntárias aconteceram. O Redenção foi criado por João Doria como resposta ao programa De Braços Abertos, idealizado pela gestão de Fernando Haddad, que tinha como foco a redução de danos.

Quando estreou o novo programa, Doria tentou realizar internações compulsórias com moradores da região da Cracolândia, mas foi impedido judicialmente.

 


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