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21 de fevereiro de 2018, 15h23

Curso de Ciência Política da UnB terá disciplina sobre o “golpe de 2016”

A disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” analisará a "ruptura democrática" com o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, a "agenda de retrocessos" imposta pelo governo Temer e ainda discutirá elementos como a Lava Jato e a ascensão do "parafascismo" no país

O golpe jurídico/midiático/parlamentar encampado no país, que culminou no impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, será tema de aula na Universidade de Brasília (UnB). Com início em duas semanas, a disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” está na grade obrigatória da graduação em Ciência Política e é aberta a alunos de outros cursos.

Ministrada pelo professor Luis Felipe Miguel, titular da cadeira, a disciplina, de acordo com a descrição oficial, tem três objetivos: “Entender os elementos de fragilidade do sistema político brasileiro que permitiram a ruptura democrática de maio e agosto de 2016, com a deposição da presidente Dilma Rousseff; analisar o governo presidido por Michel Temer e investigar o que sua agenda de retrocesso nos direitos e restrição às liberdades diz sobre a relação entre as desigualdades sociais e o sistema político no Brasil” e, por último, “perscrutar os desdobramentos da crise em curso e as possibilidades de reforço da resistência popular e de restabelecimento do Estado de direito e da democracia política no Brasil”.

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Para cumprir com os objetivos da disciplina, o programa prevê que as aulas comecem com um resgate do golpe de 1964, passando pela redemocratização e Constituição de 88, até chegar no momento em que será discutido “o PT e o pacto lulista”. A partir daí, a disciplina avançará na discussão do que foi a formação dos governos petistas e passará por análises mais profundas, que vão do conceito de democracia no capitalismo até as chamadas “jornadas de junho” de 2013. As aulas chegam, finalmente, às eleições de 2014 e inúmeros aspectos políticos, sociais e culturais vão sendo discutidos para se criar um entendimento do contexto com que se chegou ao momento da articulação do impeachment de Dilma Rousseff. Neste sentido, será discutida toda a atuação da mídia, do judiciário, e também será analisado o papel e o surgimento de uma nova direita, até o que chamam de “parafascismo”.

A disciplina se propõe, ainda, a analisar a “agenda de retrocessos” imposta pelo governo Temer e discutir possíveis “chances” do “restabelecimento do Estado de Direito”.

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Confira, no link abaixo, a descrição completa das aulas.

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