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15 de fevereiro de 2020, 09h53

Defesa de miliciano homenageado pelo clã Bolsonaro pede absolvição “in memoriam” pela sua “honra”

Homenageado por Flávio Bolsonaro, que empregou a mãe e a irmã dele em seu gabinete na Alerj, e defendido na Câmara Federal por Jair Bolsonaro, Adriano da Nóbrega disse ao advogado que seria morto

Adriano da Nóbrega, miliciano ligado a Flávio Bolsonaro morto pela polícia (Arquivo)

A defesa do ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega, morto pela polícia no interior da Bahia no último domingo (9) em uma emboscad ainda pouco esclarecida teriam apresentado à Justiça um memorial com alegações finais sobre os processos que o miliciano responde e pediram a absolvição “in memoriam”.

“In memoriam, como derradeiro ato de sua defesa, já não mais de sua liberdade, mas ao menos o de sua honra”, diz a solicitação, segundo a revista Crusoé. O pedido não tem efeitos práticos, já que a ação será extinta logo depois da liberação do atestado de óbito.

Homenageado em duas ocasiões por Flávio Bolsonaro, que empregou a mãe e a irmã dele em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e defendido na Câmara Federal por Jair Bolsonaro, o miliciano disse ao advogado Paulo Emilio Catta Pretta que seria morto, em uma “queima de arquivo”.

Insatisfeitos com o laudo da autópsia emitida pelo Instituto Médico-Legal da Bahia, segundo o qual a vítima sofreu “anemia aguda secundária à politraumatismo por instrumento de ação pérfuro-contundente”, a família de Adriano também deu entrada na Justiça com um pedido de autorização para encomendar uma perícia independente no corpo.


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