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28 de março de 2018, 16h00

Delegado que tratava atentado a ônibus da caravana de Lula como tentativa de homicídio é afastado

O novo responsável pelas investigações afirmou: “Estamos tratando [o caso] como disparo de arma de fogo e dano. Não estamos tratando como tentativa de homicídio”

Foto: MST

A Secretaria de Segurança Pública do Estado Paraná decidiu afastar o delegado Wikinson Fabiano Oliveira de Arruda, das investigações que apuram responsabilidades sobre os disparos contra os ônibus da comitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Espigão Alto do Iguaçu, região Centro-Sul do estado. De acordo com o blog Paraná, de Guilherme Voitch, da Veja, a cúpula da Secretaria não gostou das declarações de Arruda à imprensa.

O delegado havia dito que as marcas nos ônibus eram resultado de disparos de armas de fogo e classificou o caso como tentativa de homicídio. A investigação deverá ser conduzida agora pelo delegado Helder Lauria, chefe da Subdivisão de Polícia de Laranjeiras do Sul, e pelo Centro de Operações Policiais Especiais (COPE). Equipes da unidade já estão em Laranjeiras do Sul.

Durante a manhã desta quarta-feira (28), Lauria deu uma entrevista para a RPC, afilhada da TV Globo, em que definiu a declaração do subordinado como “superficiais”. “Estamos tratando [o caso] como disparo de arma de fogo e dano. Não estamos tratando como tentativa de homicídio”, declarou.

O promotor Olympio de Sá Sotto Maior Neto, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos (Caop), cobrou que o MP acompanhe o caso. “Estamos diante da prática de crimes. Houve incitação à prática de crimes e um caso concreto de tentativa de homicídio. Vou encaminhar isso ao procurador-geral e certamente serão designados promotores para acompanhar o caso”, destacou.


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