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18 de outubro de 2018, 12h29

Denúncia no TSE: Bolsonaro e dono da Havan abusam de poder econômico em troca de votos

Se comprovado o abuso de poder econômico por parte da campanha de Bolsonaro, ele pode se tornar inelegível por oito anos

Luciano Hang, o véio da Havan (Foto: Reprodução)

A coligação O Povo Feliz de Novo entrou com ação de investigação judicial eleitoral por abuso de poder econômico contra Jair Bolsonaro (PSL), seu vice, Hamilton Mourão, e Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan. Hang faz repetida defesa e propaganda de Bolsonaro, constrangendo os seus funcionários a votarem no candidato, sob ameaças de fechamento de lojas e demissões em massa. Se comprovado o abuso de poder econômico por parte da campanha de Bolsonaro, ele pode se tornar inelegível por oito anos.

Luciano Hang possui fortes laços de amizade com o candidato Jair Bolsonaro. O empresário parece ter grande influência na campanha, tendo visitado Bolsonaro no hospital e gravado um vídeo, que foi transmitido ao vivo pelas redes sociais de Bolsonaro e de Hang. O dono da Havan chegou a fazer pesquisas tendenciosas e coercitivas em suas lojas para saber em quem os trabalhadores pretendem votar.

No dia 2 de outubro o Ministério Público do Trabalho entrou com ação para que Hang fosse multado em R$ 1 milhão caso voltasse a coagir funcionários a votarem no candidato Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições deste ano. O MPT entende que tais atitudes intimidam, constrangem, coagem, admoestam e ameaçam os empregados da empresa quanto a suas escolhas políticas, em evidente prejuízo a seus direitos fundamentais à intimidade, igualdade e liberdade política.  A 7ª Vara do Trabalho deferiu liminarmente a ação do MPT.

As ações de Hang configuram propaganda eleitoral em favor do candidato Jair Bolsonaro por parte de uma empresa que emprega milhares de pessoas e que possui mais de 114 megalojas nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Bahia e Pernambuco.

Diz a ação de investigação eleitoral: “Resta claro o abuso de poder econômico na medida em que a campanha do candidato representado ganha reforço financeiro que não está compatibilizado nos gastos da campanha, todavia os resultados do abuso perpetrado serão por ele usufruídos. Ademais, no presente caso, há flagrante prova da tendenciosa intenção de beneficiar o candidato Jair Bolsonaro. Pretende-se, assim, coibir abuso de poder econômico capaz de causar desequilíbrio das eleições, decorrente da prática supracitada”.

A ação pede a inelegibilidade de Jair Bolsonaro por oito anos por abuso de poder econômico.

Leia aqui a íntegra da ação.

 


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