Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
18 de outubro de 2018, 18h13

Depois de escândalo, coligação de Haddad pede cassação da chapa de Bolsonaro

No documento é dito que a situação pode comprometer o equilíbrio do pleito eleitoral de 2018 e é pedido que os representados ofereçam defesa em até cinco dias

Reprodução/Twitter

A coligação “O Povo Feliz de Novo”, de Fernando Haddad (PT), entrou, na tarde desta quinta-feira (18), com uma ação de investigação judicial eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa de Jair Bolsonaro (PSL) e Antônio Hamilton Mourão (PRTB) pelas denúncias de caixa dois que foram publicadas mais cedo no jornal Folha de S.Paulo.

No documento que traz a ação, também é pedida a investigação de Luciano Hang, da rede Havan, da Quick Mobile Desenvolvimento e Serviços Ltda., da Yacows Desenvolvimento de Software Ltda., da Croc Services Soluções de Informática Ltda., da Smsmarket Soluções Inteligentes Ltda. e da WhatsApp Inc.

Segundo o documento, “há indícios de que foram comprados pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT e a coligação O Povo Feliz de Novo pelo aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, consubstanciando doação de pessoa jurídica, utilização de perfis falsos para propaganda eleitoral e compra irregular de cadastros de usuários”.

A representante na ação foi a senadora Gleisi Hoffmann e o documento traz um relatório em que é dito que a situação se trata de “abuso de poder econômico e uso indevido dos veículos e meios de comunicação digital”. Segundo o relatório, os réus estariam se beneficiando diretamente da contratação de empresas de disparos de mensagens em massa e que isso configuraria condutas vedadas pela legislação eleitoral.

No documento também é dito que a situação pode comprometer o equilíbrio do pleito eleitoral de 2018 e é pedido que os representados ofereçam defesa em até cinco dias. Além disso, é solicitada busca e apreensão de documentos na sede da empresa e na casa de Hang e um plano de contingência que suspenda as mentiras pelo WhatsApp.

Sobre Hang, também é pedido que ele seja ordenado a mostrar sua documentação contábil, financeira, administrativa e de gestão, referente aos atos. Caso ele não cumpra a ordem, é pedido que ele seja preso.

O documento traz também a solicitação de quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático de Hang e das empresas envolvidas no escândalo. Além disso, foram pedidas oitivas com todos os proprietários das empresas. Essas ações trazem como objetivo a declaração de inelegibilidade de Bolsonaro nas eleições.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum