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04 de junho de 2019, 09h59

Desmonte de Bolsonaro na Petrobras já privatiza 60% dos polos de produção em terra

Sob a gestão de Roberto Castello Branco, levado ao posto por Jair Bolsonaro, a Petrobras também abriu em maio a venda de sua participação na Breitener Energética (93,7%) e na Compañia MEGA (34%), na Argentina. Em abril, a companhia já tinha colocado à venda a Liquigás. O conselho de administração da petroleira ainda aprovou no mês passado o modelo de venda adicional de sua participação na BR Distribuidora

Bolsonaro e Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras (Montagem)

Reportagem de André Ramalho, na edição desta terça-feira (4) do jornal Valor Econômico, revela que a Petrobras abriu nesta segunda-feira (3) mais dois processos de privatização de polos de produção em terra de petróleo na Bahia. Com essa venda, a petrolífera brasileira disponibilizou 60% dos campos em terra.

A venda dos polos Recôncavo e Rio Ventura, na Bahia, se junta ao desinvestimento do Polo Cricaré, anunciado na semana passada e que reúne 27 campos terrestres no Espírito Santo. Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a empresa detém 215 concessões terrestres em produção. Dessa carteira, 114 ativos estão à venda e 13 estão em fase de devolução à União.

Além de Cricaré, Recôncavo e Rio Ventura, a Petrobras tem outros oito polos terrestres em processo de privatização, dentre os quais Riacho da Forquilha (RN). O ativo foi vendido para a Petrorecôncavo, por US$ 384,2 milhões, mas o negócio ainda está sujeito à aprovação das autoridades competentes.

Sob a gestão de Roberto Castello Branco, levado ao posto por Jair Bolsonaro, a Petrobras também abriu em maio a venda de sua participação na Breitener Energética (93,7%) e na Compañia MEGA (34%), na Argentina. Em abril, a companhia já tinha colocado à venda a Liquigás.

Além dessas seis vendas em curso, o conselho de administração da petroleira aprovou no mês passado o modelo de venda adicional de sua participação na BR Distribuidora.

O colegiado também aprovou, em abril, a privatização de oito refinarias e da PUDSA, rede de postos de combustíveis no Uruguai – esses dois pacotes de ativos, contudo, ainda não foram colocados oficialmente à venda.


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