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22 de julho de 2019, 22h49

Dino chama Bolsonaro de insano: “Em uma semana, nosso governo teve mais resultados que o dele em 200 dias”

“Ele disse para não ‘dar nada para esse cara’, como se eu pedisse alguma coisa para mim. Nunca pedi e nunca pedirei”, disse o governador do Maranhão

Flávio Dino (Foto: Agência SECAP)

Em resposta aos ataques de Jair Bolsonaro do povo nordestino e, especificamente, a ele próprio, Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, declarou que o presidente é “insano” e lidera uma “minoria sectária” que pretende “criar confusão e dividir o país”.

Em entrevista a Bernardo Mello Franco, em O Globo, Dino avaliou que Bolsonaro dá declarações “extremistas” para esconder seu “mau governo”.

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Veja alguns trechos da entrevista:

Em relação aos ataques de Bolsonaro aos nordestinos, Dino disse: “Foi a prova que tem um insano no comando do país. Há um método instalado no poder central. É um método de discriminação, de perseguição e de preconceito. O presidente externou uma visão de preconceito, de ódio. E reiterou essa visão em outro vídeo, dizendo que todo nordestino é ‘pau de arara’ e ‘cabeça chata’. Isso nada mais é que a repetição de tratamentos pejorativos para menosprezar uma região que concentra um terço da população brasileira”.

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Sobre o fato de ser também agredido por Bolsonaro, ele afirmou: “Não me abalei. Não é a opinião do presidente que baliza as minhas ações. Fui eleito duas vezes em primeiro turno, em 2014 e 2018. Isso confirma que temos apoio da maioria da sociedade no nosso estado. Em uma semana, nosso governo teve mais resultados que o dele em 200 dias”.

Dino também falou sobre a “a visão extremista e sectária que ele (Bolsonaro) tem praticado. Um traço do discurso fascista é a identificação de inimigos para justificar suas próprias carências. As pesquisas mostram que o governo não consegue cuidar do que é fundamental, como o desemprego e a recessão. Para esconder este fato, o presidente pratica a política da agressão, da busca de inimigos. É para tentar esconder o mau governo que ele faz”.

O governador do Maranhão destacou que espera que não haja retaliações contra seu estado: “Espero que não. Não quero nenhum tipo de privilégio, só o que está garantido na Constituição e nas leis. Se essa retaliação se confirmar, vou usar todos os meios para proteger os interesses de sete milhões de pessoas”.

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“Ele disse para não ‘dar nada para esse cara’, como se eu pedisse alguma coisa para mim. Nunca pedi e nunca pedirei. O que ele quis dizer foi para não dar nada à população do estado, e isso viola os artigos 19 e 37 da Constituição”.

“Até achei engraçado o termo. Agora vou cantarolar aquela música do Roberto Carlos, ‘Esse cara sou eu’. O presidente me promoveu, criou um jingle para mim”.

“O presidente cria tanta confusão que às vezes é até melhor ficar só assistindo. Ele fica se enrolando nas suas próprias contradições e incapacidades”.

“Claro que vivemos um momento difícil com a arbitrária prisão do ex-presidente Lula e com o impeachment da ex-presidente Dilma. O desfecho do processo eleitoral também deixou um clima difícil, com muitas sequelas. Agora estamos recompondo a unidade e o diálogo, que são tão importantes”.

“Por outro lado, não é verdade que a oposição esteja tão ineficaz assim. Na reforma da Previdência, ela foi decisiva para evitar uma tragédia ainda maior. Se você comparar a proposta enviada pelo governo e a que foi aprovada na Câmara, houve uma redução de danos expressiva. Conseguimos evitar prejuízos ainda maiores para a população mais pobre”.

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