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22 de julho de 2019, 07h50

Diretor de filme sobre a Ditadura diz sofrer “patrulha ideológica” do governo Bolsonaro

“Brasil, Ame-o ou Deixe-o”, de Antonio Ferraretto D’Avila, aparece em lista de produções aprovadas na Ancine criticadas por Bolsonaro, que afirmou que tem interesse em promover mudanças, implantar mecanismos de censura ou extinguir a agência

Antonio Ferraretto D’Avila, diretor do longa “Brasil, Ame-o ou Deixe-o”, que retrata o período militar, usou as redes sociais para denunciar “patrulha ideológica” do governo.

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Segundo a colunista Mônica Bergamo, na edição desta segunda-feira (22) da Folha de S.Paulo, D’Avila resolveu retomar o projeto do documentário pelo retorno da perseguição à classe artística promovida peloa Governo Bolsonaro. “Eles estão querendo triturar a Ancine e o cinema nacional. A expressão patrulha ideológica define bem a situação que estamos vivendo agora”, disse D’Avila.

O documentário pretende fazer um paralelo entre os tempos atuais e a ditadura com a mobilização do meio artístico, que se vê “sufocado”. “Do jeito que o Brasil está, eu tirei ele da gaveta para traçar o paralelo entre antes [a ditadura militar] e agora”, declara, após dizer que o projeto surgiu em 1978 mas foi descartado com a redemocratização.

“Brasil, Ame-o ou Deixe-o” aparece em lista de produções aprovadas na Ancine criticadas por Bolsonaro, que afirmou que tem interesse em promover mudanças, implantar mecanismos de censura ou extinguir a agência.


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