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09 de julho de 2019, 16h20

Doria defende Moro usando a lógica de que os fins justificam os meios

Para o governador paulista, "se algum erro foi cometido, entendo que, mesmo assim, o benefício daquilo que foi feito pela Operação Lava Jato para salvar o Brasil da corrupção e de um extenso período que prejudicou milhões de brasileiros e assaltou os cofres públicos faz com que eu mantenha meu respeito por Sergio Moro"

Foto: Reprodução

Segundo o governador de São Paulo, João Dória, vale a pena infringir a lei quando é para “salvar o Brasil da corrupção”. A lógica foi utilizada para justificar as irregularidades cometidas pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, quando era juiz em Curitiba e condenou o líder de esquerda mais odiado por Dória, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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A afirmação surgiu em entrevista para o site da BBC em português, publicada nesta terça-feira (9). Perguntado não só sobre as revelações do escândalo Vaza Jato, do portal The Intercept Brasil, como também pelos números de recente pesquisa DataFolha mostrando que a maioria da sociedade reprova a conduta do juiz revelada nos vazamentos, Doria afirmou que “Moro tem o meu apoio, seja como ministro da Justiça ou pelo que realizou como juiz federal”.

Para o governador paulista, “se algum erro foi cometido, e isso ainda precisa ser apurado (…) entendo que, mesmo assim, o benefício daquilo que foi feito pela Operação Lava Jato para salvar o Brasil da corrupção e de um extenso período que prejudicou milhões de brasileiros e assaltou os cofres públicos faz com que eu mantenha meu respeito por Sergio Moro”.

Na entrevista, Dória também aborda outros temas, como sua relação com o prefeito da capital paulista, Bruno Covas: “nunca houve afastamento em relação ao Bruno. O Bruno foi escolhido por mim, pessoalmente (…) meu partido não queria que o Bruno Covas fosse candidato à vice-prefeito, e sim que fosse um outro nome, numa composição de aliança partidária, e eu defendi que podíamos ter chapa pura”.

Também falou sobre a possibilidade de reeleição ao governo do Estado de São Paulo (“todos os governadores e presidentes que foram reeleitos não cumpriram em seu segundo mandato uma tarefa melhor do que cumpriram em seu primeiro mandato. A instituição da reeleição é legítima, democrática, mas no Brasil ela não costuma funcionar bem”, e até da polêmica disputa entre Rio e São Paulo pela sede do GP do Brasil de Fórmula 1: “não quero contrariar o presidente Bolsonaro, nem o governador do Rio de Janeiro (…) o Rio tem possibilidade, condições, para abrigar outros eventos, na música, na cultura, na própria atividade esportiva, sem ter que mobilizar R$ 1 bilhão de investimento para fazer um autódromo, onde hoje há apenas um charco, natureza, com o objetivo de levar a Fórmula 1 de São Paulo para o Rio de Janeiro. Respeitosamente, a Fórmula 1 não vai sair de São Paulo”.


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