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12 de março de 2019, 11h48

Doria e Bruno Covas cortaram pela metade gastos com prevenção a enchentes

Diversas obras deixaram de ser realizadas, entre elas piscinões, canalizações de córrego e sistemas de drenagem

Foto: Divulgação

De acordo com matéria de Artur Rodrigues e Guilherme Seto, publicada na Folha desta terça-feira (12), os gastos com prevenção a enchentes e com obras de drenagem na capital paulista e no estado de São Paulo não chegaram à metade do previsto nos últimos anos.

A cidade de São Paulo e o estado orçaram cerca de R$ 5,3 bilhões para ações relacionadas a drenagem nos últimos três anos, entre 2016 e 2018, mas só gastaram R$ 2,1 bilhões, o equivalente a 41% do previsto.

Diversas obras deixaram de ser realizadas, entre elas piscinões, canalizações de córrego e sistemas de drenagem. Muitos destes compromissos só voltam a ser lembrados em períodos de chuva como o atual.

A matéria afirma ainda que tanto a gestão paulistana iniciada por João Doria (PSDB) quanto a de Bruno Covas (PSDB) vem cortando os gastos nesta área.

Contabilizando apenas os dois anos da gestão tucana, a cidade gastou R$ 552 milhões de R$ 1,4 bilhão previsto no orçamento.

A prefeitura gastou R$ 28 milhões a menos do que o esperado nesta área em 2018 –R$ 123,5 milhões de R$ 152,1 milhões.

O governo estadual, sob Geraldo Alckmin (PSDB) e depois sob Márcio França (PSB), também promoveu cortes nos gastos com drenagem.

Nos quatro anos da gestão, foi gasto R$ 1,5 bilhão de R$ 3,2 bilhões previstos, o equivalente a 46%, com a dotação relacionada a infraestrutura hídrica, combate a enchentes e saneamento.

No ano passado, de R$ 36 milhões previstos para a construção de piscinões, o governo gastou apenas R$ 1,6 milhão.

A culpa é do PT

O governo Geraldo Alckmin culpava a crise e as faltas de repasses pelo baixo grau de investimento nesta área.

A nova gestão, de João Doria (PSDB), segue a mesma linha. Para Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do governo Doria, a falta de investimentos nos últimos anos está relacionada ao que chama de “gestão federal desastrosa” do PT.

A gestão Covas afirmou que “em relação a 2018, aumentou em 21% o orçamento para as rubricas relativas a ações preventivas contra enchentes para 2019”. Segundo a administração, trata-se de um esforço de gestão para fazer um planejamento “factível e que possa ser cumprido”.


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