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26 de julho de 2019, 19h19

Durante as eleições Deltan faz reuniões clandestinamente com banqueiros

Diálogos foram publicados no blog do jornalista Reinaldo Azevedo

Deltan Dallagnol - Foto: Reprodução/MPF

Quatro meses antes das eleições do ano passado o procurador da força tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, participou de reuniões secretas com investidores do mercado financeiro e banqueiros, em São Paulo. Quem também participou dessas reuniões foi o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, revelam novas mensagens divulgadas pelo jornalistas Reinaldo Azevedo após a parceria com o site The Intercept Brasil.

Segundo a reportagem, quem faz o contato é Débora Santos, consultora jurídica e política da XP Investimentos. Ela também é esposa do procurador Eduardo Pelella,  chefe de gabinete  de Rodrigo Janot quando procurador-geral da República.

A funcionária da XP Investimentos informa que a reunião é privada e relata que quando Fux esteve neste encontro, ninguém da imprensa soube. A intenção dos presente na reunião era saber a opinião de Dallagnol sobre temas sobre as eleições.

“Estamos na fase de ciclo de encontros sobre Lava Jato e Eleições, por isso estivemos com o ministro Fux, na semana passada, e estamos negociando data com os ministros Barroso e Alexandre de Morais tb”, disse por mensagem no dia 17 de maio de 2018.

Deltan pergunta se as palestras seriam remuneradas, algo que não é permitido pela PF.

Quando Janot deixa a PGR, em setembro de 2017, Pelella migra para a Procuradoria Regional da República da 3ª Região, em São Paulo, e Débora, com a experiência acumulada de mulher do ex-número dois do órgão e de assessora pessoal de Fachin, o relator do petrolão, arruma um emprego na XP Investimentos como “consultora/analista de política e Judiciário”. E é nessa condição que ela fala com Deltan.

Ao convidá-lo para o “evento privado”, observem que ela se refere ao marido, numa evidência de que a Lava Jato já é mais do que uma simples força-tarefa. Tornou-se uma tropa de elite do estado paralelo, um verdadeiro círculo aristocrático. Como, por aqui, a ruína se traveste de inovação, Débora apela a esse vínculo para convencer Deltan a participar não de uma conferência aberta, a que a imprensa, por exemplo, poderia ter acesso. Essa já estava em sua agenda e aconteceria em setembro do ano passado.

O convite é para que ele seja a estrela de uma “reunião privada” — remunerada, sim! — com investidores, que tem um caráter que se pode dizer clandestino. Afinal, Deltan Dallagnol é um homem pago pelo Estado brasileiro para atuar como procurador. O órgão que ele integra é o titular da ação penal e pode, adicionalmente, atuar também na investigação. Eis o palestrante disputado a peso de ouro. E que tem de falar em segredo.

Veja a matéria completa aqui.


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