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23 de julho de 2019, 10h01

“É festa particular na casa dos outros”, critica vereador de Vitória da Conquista sobre “comício” de Bolsonaro

Valdemir Dias (PT) diz que o evento, que seria aberto à população e teria a participação do governador Rui Costa (PT), foi transformado em "palanque partidário" com uma "pirotecnia em uma obra que Bolsonaro não teve nenhuma participação"

Foto: Alan Santos/PR

A participação de Jair Bolsonaro na inauguração do aeroporto Glauber Rocha nesta terça-feira (23) segue gerando polêmica. Segundo o vereador Valdemir Dias (PT), primeiro-secretário da Câmara de Vitória da Conquista (BA), o evento, que seria aberto à população e teria a participação do governador Rui Costa, foi transformado em “palanque partidário” com uma “pirotecnia em uma obra que Bolsonaro não teve nenhuma participação”.

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Para Valdemir, se fosse por Bolsonaro, o aeroporto Glauber Braga não existiria, porque ele é fruto de uma decisão política que o presidente não tomaria. “Se fosse hoje para tomar essa decisão, de construir, ele não iria. Até porque ele está cortando em tudo, está cortando na educação, desenvolvimento social… Jamais ele iria autorizar um investimento desses de mais de R$ 100 milhões. Ou seja, ele está fazendo uma festa particular na casa dos outros”, declarou.

O vereador conta também a trajetória da construção do equipamento e destaca que Bolsonaro não teve nenhum papel nesse processo. “”A última parcela dos recursos federais [para o aeroporto] veio com o governo Temer. O governo Bolsonaro, com apenas seis meses, nunca contribuiu em nada para esse aeroporto”, disse. “O aeroporto é fruto de uma decisão política que vem desde a presidente Dilma de se investir nessa construção com comprometimento do Governo do Estado, que fez desapropriações de mais de R$ 40 milhões”,  completou. A obra é fruto de convênio entre a União e Governo do Estado, assinado em 2013.

“O aeroporto é uma luta histórica nossa, tem enorme importância econômica e social. Vitória da Conquista é uma capital regional, e o aeroporto encurta distâncias, traz desenvolvimento, novos empreendimentos. É um divisor de águas para nós”, destacou Valdemir.

“Quem são os convidados?”
A principal crítica feita à cerimônia está na restrição do evento, que pretende instalar tapumes para ser bastante reservado, e na distribuição desigual de convites. Segundo ele, o Governo do Estado recebeu 100 credenciais, a Prefeitura levou 60 e o Governo Federal ficou com quase 400. A Câmara de Vereadores, formada por 21 parlamentares, recebeu apenas um.

Por essas razões, a Câmara soltou nota nesta segunda-feira (22) afirmando que não participará do evento, assim como o Governo do Estado. Segundo Valdemir, a nota foi construída em consenso pela mesa diretora da Casa e se baseou no fato da população ficar “completamente excluída da inauguração” e por nem mesmo os vereadores serem chamados.

“Se o Governo do Estado não vai, a população não vai, então quem são esses 500 convidados que estarão lá nessa atividade? É tudo gente de fora?”, finalizou.


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