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22 de julho de 2019, 21h02

“É impressionante o grau de anomia democrática hoje no Brasil”, diz Boulos em entrevista a Haddad

O ex-ministro Fernando Haddad lançou um programa de entrevistas na internet; primeiro convidado foi Guilherme Boulos

Foto: Reprodução/Facebook

O ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato a presidente em 2018, estreou, nesta segunda-feira (22), um programa na internet, intitulado “Painel Haddad”. Seu primeiro convidado foi o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), candidato à presidência pelo PSOL, professor e filósofo Guilherme Boulos.

“É impressionante o grau de anomia democrática hoje no Brasil, que faz com que o Lula continue preso e o Sérgio Moro continue ministro da Justiça. É sinal da crise democrática que a gente vive”, analisou Boulos, em um dos trechos da entrevista.

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Questionado por Haddad se tem receio do crescimento do arbítrio no Brasil, ele respondeu: “Quem não estiver preocupado, não está entendendo o que está acontecendo, não só as lideranças de movimentos sociais, mas as lideranças políticas. Nós temos o Lula preso, como resultado de um processo arbitrário que a cada dia fica mais claro”, avalia Boulos.

Ele cita a relevância do escândalo das denúncias do The Intercept Brasil. “Em qualquer parte do mundo a atuação parcial de um juiz comprovada, um juiz fazendo conluio com a acusação para prender uma pessoa, atuando como conselheiro da acusação, se esse cidadão fosse ministro da Justiça em qualquer parte já teria caído”. Com isso, Lula já deveria ter sido libertado, diz Boulos.

Ele contou um pouco de sua trajetória em São Paulo, lembrou seu início de militância e contou que, desde muito jovem, começou a se interessar pela luta social, em função da desigualdade no país.

Encontro de crises

Para Boulos, a chegada de Jair Bolsonaro ao poder é resultado de um encontro de crises: “a econômica, que vem desde 2008, que se aprofundou a partir de 2015, sobretudo; a crise política de representação; a Lava Jato, que potencializou isso ao extremo; surto de violência urbana no país. Tudo isso foi criando um caldo para um cidadão como esse virar presidente da República”.

Vejam a íntegra da entrevista:


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