Eduardo Bolsonaro tem chilique nas redes e atualiza lista de comunistas: Facebook

Paulo "Chuchu", assessor de Eduardo Bolsonaro, é apontado pelo Facebook como um dos principais operadores da rede de fake news que foi derrubada. Filho de Bolsonaro chama de "perseguição de redes sociais a perfis de direita"

Com dois assessores apontados como operadores da rede de fake news derrubada nesta quarta-feira (9) pelo Facebook, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) teve um chilique no Twitter e acusou a rede de Mark Zuckerberg de “perseguição a perfis de direita, dentro e fora do Brasil”.

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“Se tivéssemos 10% dessa organização certamente não estaríamos passando por isso. Defendo a liberdade de expressão a todos, lembrando que é cada vez mais notável a perseguição de redes sociais a perfis de direita, dentro e fora do Brasil, mesmo sem haver crime nos posts/perfis”, escreveu Eduardo em uma sequência de tuítes.

Assessor do filho de Jair Bolsonaro, Paulo Eduardo Lopes, conhecido como Paulo Chuchu, é apontado na investigação como um dos principais operadores da rede derrubada pelo Facebook. Além dele, Eduardo Guimarães, que também trabalha no gabinete de Eduardo e já é investigado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, também teve perfis removidos da rede.

“O Eduardo Bolsonaro tem um assessor chamado Paulo Eduardo, conhecido como Paulo Chuchu, que fazia parte dessa rede. Ele registrou, por exemplo, um site que era um site teoricamente de notícias independentes, mas que na verdade era pró-Bolsonaro. Ele é um dos coordenadores da Aliança, o partido que o Bolsonaro está tentando formar, ele é um dos coordenadores da Aliança em São Bernardo do Campo. Então esse site, eles tinham um grupo no Facebook também, que faziam passar por notícias independentes, por jornalismo independente, quando na verdade é um esforço de propaganda ligado, nesse caso, a um assessor do Eduardo Bolsonaro”, disse ao Jornal Nacional Luísa Bandeira, responsável pela análise dos dados e chefe para a América Latina do Laboratório Forense de Pesquisa Digital DRF, que faz a investigação.

“Liberdade dos conservadores”
Na sequência de tuítes, Eduardo Bolsonaro ainda diz que ganhou uma ação contra o Facebook para expor jornalistas da revista Época, da Globo, que fizeram uma reportagem sobre o trabalho de Coach da esposa dele, Heloísa Wolf Bolsonaro e acusa Zuckerberg de “vender a liberdade dos conservadores por dinheiro”.

“Em julho grandes empresas como Coca-Cola, Unilever, Honda, Verizon e The North Face boicotaram o facebook numa campanha para pressionar a plataforma e coibir “discursos de ódio” na rede. Facebook perdeu +USD 74bi na bolsa”, escreveu Eduardo.

O deputado ainda ligou à investigação do Facebook aos processos que o pai, Jair Bolsonaro, responde no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que podem resultar no impeachment ou cassação do presidente.

“Tudo isso pega carona, e também dá carona, à narrativa dos inquéritos do STF e ao 3º turno no TSE, que não reconhecem o movimento espontâneo que elegeu bolsonaro e bolsonaristas em 2018, preferindo acreditar na invenção de que há uma rede arquitetada por trás desse movimento”.

Solidariedade
Em sua página no Twitter, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), investigado no esquema de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), prestou “solidariedade” aos investigados, assim como já fez com integrantes da milícia, como Adriano da Nóbrega, que comandou o chamado Escritória do Crime, grupo armado investigado por envolvimento no assassinato de Marielle Franco.

“Minha solidariedade a todos os perfis que foram injustamente censurados por Facebook e Instagram – aparentemente por apoiarem o presidente Bolsonaro. Assim que criarem seus novos perfis para exercerem a sagrada liberdade de expressão, avisem no privado ajudarei a divulgá-los”.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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Renato Rovai
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