Fórum Educação
17 de março de 2018, 13h54

“Ela foi imbatível”, recorda mãe de policial assassinado que recebeu ajuda de Marielle Franco

Em 2012, Rose Oliveira procurou a Comissão de Direitos Humanos da Alerj, da qual a socióloga foi assessora: “Ela fez por muita gente, para família de policiais”

Rose, sobre Marielle: “Não posso falar hoje que essa pessoa não me ajudou. Quem é que vai até Duque de Caxias, uma outra cidade, de trem só para ajudar?” – Foto: Renan Olaz/Câmara do Rio

O policial civil Eduardo Oliveira morreu em abril de 2012. Sua mãe, Rose Oliveira correu atrás de justiça: “Nem vivi o luto”, lembra. Ela foi aconselhada a procurar a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia do Rio (Alerj) e se surpreendeu. “Falei: ‘Direitos Humanos? Não fazem nada por policiais’”. De acordo com Gabriel Barreira, do G1, mesmo desconfiada, Rose conheceu Marielle Franco, então assessora do comitê na Alerj: “Entrei no gabinete e tive outra impressão”. Seis anos depois, ao recordar da mulher que se tornou sua amiga e que acabou assassinada, ressalta com gratidão: “A Marielle foi imbatível, foi muito importante no caso do meu filho”.

Rose diz que tentou de tudo: “Até a Dilma Rousseff eu encontrei”. Na busca por esclarecer o crime, o convívio dela com Marielle ficou constante. A vereadora do PSOL era lotada no gabinete do deputado estadual Marcelo Freixo, com quem trabalhou por dez anos prestando auxílio jurídico e psicológico a familiares de vítimas de homicídios ou policiais vitimados. Partiu dela o apoio fundamental, de acordo com a mãe da vítima.

“Ela resolveu o meu caso. Resolver não, porque quem resolve é a Justiça. Mas me ajudou. Registrou todo o caso, pegou o número do inquérito que virou processo. Ajudou com um abraço, uma palavra amiga, o acolhimento, a preocupação com a família”, relembra.

“Só para você ter uma ideia, a Marielle não tinha carro nessa época. Nem era vereadora. Chegou de trem. Não posso falar hoje que essa pessoa não me ajudou. Quem é que vai até Duque de Caxias, uma outra cidade, de trem só para ajudar? Só a Marielle”. E rebate quem a critica, dizendo que ela não se importava com a morte de policiais “Tenho pena por escreverem esse absurdo. Deveriam orar mais para que não aconteçam com elas. É triste ver o que a pessoa fez por outras e não ter reconhecimento. Ela fez por muita gente, para família de policiais. Porque eu sou de família de policial”.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum