Fórumcast #20
05 de fevereiro de 2019, 17h00

Em delação premiada, ex-presidente da OAS diz que pagou propina a irmão de Toffoli

Ex-prefeito de Marília, José Ticiano Dias Toffoli, irmão do atual presidente do STF, é citado por Léo Pinheiro em delação à Procuradoria-Geral da República

José Ticiano Dias Toffoli – Foto: Foto: Câmara Municipal de Marília/Divulgação

Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira OAS, disse, em delação premiada, que pagou propina, além de ter efetuado repasses por intermédio de caixa 2, à campanha de José Ticiano Dias Toffoli, ex-prefeito de Marília (SP) e irmão de Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com informações de Wálter Nunes, da Folha de S.Paulo.

Além disso, Pinheiro também teria relatado o pagamento de propina para Vinicius Camarinha (PSB), sucessor de Ticiano na prefeitura e hoje deputado estadual pelo PSB.

O acordo de delação de Léo Pinheiro junto à Procuradoria-Geral da República foi assinado em janeiro deste ano e ainda precisa ser homologado pelo ministro Edson Fachin, do STF.

O empreiteiro declarou que em 2011 conheceu Ticiano Toffoli durante um jantar, em Brasília, junto com o então presidente do Departamento de Água e Esgoto de Marília (DAEM), Antonio Carlos Guilherme de Souza Vieira, conhecido como Sojinha.

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Após esse dia, de acordo com ele, os dois lhe contaram sobre uma obra parada no setor de saneamento e que eles queriam que fosse assumida pela empreiteira baiana.

Pinheiro acrescentou que foi procurado por Sojinha, que relatou a existência de um recurso em Marília devido à rescisão de um contrato com a construtora Passarelli.

“Antonio Carlos Soja relatou que estava com receio de perder o recurso, caso não fosse utilizado para prosseguimento da obra do esgotamento sanitário. Em face disso, respondi que a OAS iria realizar um estudo para analisar a viabilidade econômica da retomada da mencionada obra e que, em seguida, a empresa lhe daria um posicionamento”, disse o empreiteiro.

Pedido de propina

Depois de concluir que o projeto era viável, conforme Léo Pinheiro, um representante da empreiteira reuniu-se com Sojinha e Ticiano Toffoli para informá-los do interesse em assumir a obra. Foi quando houve o pedido de propina, segundo ele.

“Foi solicitada vantagem indevida no valor de R$ 1 milhão com a finalidade de comprar a renúncia do então prefeito do município de Marília, Mário Bulgareli (PDT)”, disse Léo Pinheiro.

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