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28 de setembro de 2018, 07h23

Em processo, ex-mulher acusa Bolsonaro de roubar cofre e ocultar patrimônio, diz revista

Em ação litigiosa movida pela segunda esposa, em 2007, Bolsonaro é acusado de roubar cofre de um banco, ocultar patrimônio e agir com "desmedida agressividade".

Arquivo

Há pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições, a revista Veja publicou, em matéria de capa, uma reportagem em que afirma que Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, foi acusado de roubar cofre de um banco, ocultar patrimônio, além de relatos de “comportamento explosivo” e agir com “desmedida agressividade”.

As acusações fazem parte, segundo a revista, de um processo movido pela ex-mulher Ana Cristina Siqueira Valle em 2007, na 1ª Vara da Família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. À época, a segunda mulher estava se separando de Bolsonaro, que resistia em fazer uma partilha justa de bens. O casal ainda brigava pela guarda do filho, hoje com 20 anos.

No processo de mais de 500 páginas, Ana Cristina acusou o ex-marido de roubar US$ 30 mil e mais R$ 800 mil —sendo R$ 600 mil em joias e mais R$ 200 mil em dinheiro vivo — de um cofre que ela mantinha em agência do Banco do Brasil, em 26 de outubro de 2007.

A ex-mulher também teria acusado o deputado de ocultar patrimônio pessoal da Justiça Eleitoral em 2006. Segundo a publicação, quando foi candidato a deputado federal, Bolsonaro declarou que tinha um terreno, uma sala comercial, três carros e duas aplicações financeiras, que somavam, na época, cerca de R$ 433 mil reais. A ex-mulher, no mesmo processo, anexou uma relação de bens e a declaração do imposto de renda do ex-marido, mostrando que seu patrimônio incluía também três casas, um apartamento, uma sala comercial e cinco lotes.

Segundo a reportagem, os bens do casal, em valores de hoje, somariam cerca de 7,8 milhões de reais. Bolsonaro tinha uma “próspera condição financeira” quando era casado com Ana Cristina, segundo ela própria. A renda mensal do deputado chegava a R$ 100 mil reais — cerca de R$ 183 mil reais, em valores atualizados. Na época, oficialmente, Bolsonaro recebia R$ 26,7 mil reais como deputado e R$ 8,6 mil reais como militar da reserva. Para chegar aos R$ 100 mil reais, diz a ex-mulher, Bolsonaro recebia “outros proventos”, que ela não identifica.

Bolsonaro era um marido de “comportamento explosivo” e de “desmedida agressividade”. Essa foi a razão que levou Ana Cristina a separar-se, segundo ela mesma informa, completa a Veja.

Magoada
Em resposta à revista, Ana Cristina – que hoje usa o sobrenome Bolsonaro em sua campanha a deputada federal pelo Pdemos – não explicou sobre como resolveu o litígio com Bolsonaro e passou a apoiá-lo publicamente. “Quando você está magoado, fala coisas que não deveria”, disse.

Sobre as joias, a ex-mulher de Bolsonaro disse que eram coisas que havia juntado após ganhá-las de Bolsonaro. À época, Ana Cristina, que foi morar na Noruega, acionou o Itamaraty devido à disputa da guarda do filho com o ex-marido. No documento, ela dizia que sofria ameaças de morte de Bolsonaro. A brasileiros que moravam em Oslo, ela afirmava que: “minha cabeça vale R$ 50 mil”.


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