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13 de fevereiro de 2019, 10h51

Empresário morto em 2012 intermediou repasses de R$ 28,2 milhões a Aécio Neves, diz PF

Segundo a investigação, repasses eram acertados com Dimas Toledo, ex-diretor de Furnas, e a maioria dos depósitos teria sido feita em uma conta em Cingapura controlada por Alexandre Accioly

Aécio Neves, Alexandre Accioly e Dimas Toledo (Montagem)

Reportagem de Luiz Vassallo e Julia Affonso, no blog do Fausto Macedo nesta quarta-feira (13), informa que a Polícia Federal identificou empresário que teria intermediado repasses de R$ 28,2 milhões ao deputado Aécio Neves (PSDB/MG) na campanha para o Senado, em 2010.

Segundo a reportagem, empresários alugaram uma sala comercial no bairro de Ipanema, no Rio, onde teriam sido entregues R$ 28,2 milhões em espécie. A PF elencou 20 repasses que somam R$ 28,2 milhões a um intermediário de nome ‘Antônio’.

Segundo as investigações, no endereço citado, estava sediada a SOA & W Serviços de Digitação Ltda, representada por José Antonio Estevão Soares. O empresário, no entanto, faleceu em 2012, de acordo com cadastro da Receita Federal.

Os repasses teriam sido feitas pelas empreiteiras Andrade Gutierrez e Odebrecht, que teriam os interesses defendidos por Aécio nas obras das usinas hidrelétricas do Rio Madeira, Jirau e Santo Antônio.

Os executivos dizem que repasses eram acertados com o ex-diretor de Furnas Dimas Toledo. Aliado de Aécio, Toledo é considerado o autor da “lista de Furnas”, que incluía uma lista de políticos ligados ao PSDB que receberam propina da estatal mineira Furnas – o inquérito envolvendo Aécio foi arquivado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Ainda segundo a PF, a maioria dos depósitos teria sido feita em uma conta em Cingapura controlada por Alexandre Accioly, empresário amigo do deputado, que é dono da rede de academias Bodytech. Nos autos, Accioly nega ser intermediário do tucano.

Advogados de Aécio negam o envolvimento dele com o caso.

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