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26 de fevereiro de 2019, 10h02

Escola com alegoria de Crivella como diabo demite diretor de carnaval e retira imagem a pedido da prefeitura

Apesar de negar o uso da imagem de Crivella, presidente contou que, após conversar com o carnavalesco, soube que a fonte de inspiração tinha sido mesmo o prefeito

Foto: Reprodução Rede Globo e Internet

O presidente da Acadêmicos do Sossego, Wallace Palhares, negou, em janeiro último, que a escola tivesse se inspirado em Marcelo Crivella para compor uma alegoria à imagem e à semelhança do prefeito, com chifres diabólicos esculpidos na testa. “A gente fez um diabo só. Tão dizendo que é o prefeito, e pode até ser parecido, mas não é, não. Essa é a interpretação que estão dando”, disse.

No entanto, após um pedido do advogado Victor Travancas, coordenador de Captação de Recursos do município, que se reuniu na segunda-feira com dirigentes da Acadêmicos do Sossego, a escultura perdeu os chifres, que foram cortados. E a alegoria, batizada de “demônio da intolerância”, nem irá mais para a Sapucaí. O diretor de Carnaval, que não teve o nome divulgado, foi mandado embora.

Desta vez, Wallace se limitou a comentar: “O debate político permanece, mas com respeito à fé de cada um”, disse.

Apesar de negar o uso da imagem de Crivella, nesta segunda, Wallace contou que, após conversar com o carnavalesco, soube que a fonte de inspiração tinha sido mesmo o prefeito.

Segundo ele, dois fatores foram determinantes para demitir o diretor de carnaval e condenar a alegoria, agora relegada à condição de tralha no barracão da escola, ao fogo do esquecimento.

“Já que estamos falando de intolerância religiosa, não vamos criticar a religião do prefeito. Outro ponto foi que o efeito surpresa se perdeu. Todos já tinham visto pela internet”, justificou, sem deixar de criticar os cortes de Crivella, pelo segundo ano consecutivo, na subvenção das escolas: “Esperamos que ele trate o carnaval com dignidade”.

O enredo da escola este ano, “Não se meta com a minha fé, acredito em quem quiser”, tem como mote o combate à intolerância religiosa. A Sossego emitiu nota sobre o assunto: “O prefeito indagou sobre o uso da referida alegoria, pois tal ato não condiz com suas práticas religiosas. A agremiação, buscando evitar qualquer tipo de dissabor ao prefeito da Cidade do Rio, entendeu ser necessário reavaliar o uso da referida escultura”.

Com informações do Globo


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