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01 de julho de 2019, 14h06

Estado laico na Constituição, diplomacia brasileira de Bolsonaro quer incluir religião em atos da ONU

Caso a sugestão não seja aceita, o governo brasileiro pediu a exclusão de referências de outros grupos sociais, que incluem feministas

Foto: Arthur Max/MRE

Depois de virar motivo de piada por vetar o termo “gênero” em resoluções da ONU, a diplomacia brasileira comandada por Ernesto Araújo voltou a polemizar nesta segunda-feira (1) ao defender a inclusão de grupos religiosos na “promoção dos direitos das mulheres e na proteção de meninas” com objetivo de atacar o feminismo.

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Segundo o colunista Jamil Chade, do Uol, em reunião para negociar o rascunho de sua resolução sobre o combate à violência contra a mulher o Brasil exigiu a inclusão de “grupos baseados na fé” em parágrafo que tratava de grupos que promovem os direitos das mulheres.

Caso a sugestão não seja aceita, o Brasil pediu a exclusão dessas referências, que incluem grupos feministas. Para outros diplomatas a intenção da diplomacia brasileira é exatamente: jogar com os religiosos para produzir um “consenso” removendo a menção a feministas.

Até o momento, a diplomacia brasileira parecia preservada de uma forte influência religiosa que está presente no governo Bolsonaro, mas as recentes movimentações mostram que o Itamaraty caminha na direção de uma política externa com forte presença da fé. A nova inclinação de Araújo animou países muçulmanos mais conservadores, como a Arábia Saudita.


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