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16 de setembro de 2018, 09h13

Fabio Malini: Facebook não consegue prover segurança para ativistas

Segundo pesquisador, "ativistas dependerão cada vez mais de tecnologias de anonimato para que suas lutas não sejam liquidadas por fanáticos e por setores policialescos de Estado/Corporações"

Um dos principais pesquisadores sobre ciência de dados e redes sociais, Fabio Malini criticou a segurança do Facebook para ativistas, após as administradoras do grupo Mulheres unidas contra Bolsonaro terem sido ameaçadas e a página ter sido retirada do ar, após ataques.

“Uma plataforma que não consegue prover segurança para administradores de grupos, como tem ocorrido no Facebook, demonstra o paradoxo da transparência que o site criou na nossa sociedade. Um lugar onde ser ‘você mesmo’ tem como principal consequência o vigilantismo e perseguição contra si”, afirmou Malini, que é professor na Universidade Federal do Espírito Santo e coordenador do Laboratório de estudos sobre Internet e Cultura (Labic).

Segundo Malini, há “um perigo total para ativistas, que dependerão cada vez mais de tecnologias de anonimato para que suas lutas não sejam liquidadas por fanáticos e por setores policialescos de Estado/Corporações”.

Na manhã deste domingo (16), o grupo Mulheres unidas contra Bolsonaro encontra-se fora do ar. O grupo já reunia 2 milhões de mulheres até começar a sofrer ataques na sexta-feira. As administradoras foram ameaçadas e uma delas teve seu perfil e whatsapp invadidos.

 


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