Fórum Educação
02 de abril de 2020, 12h16

Fátima Bezerra cobra Bolsonaro por auxílio a informais: “O povo não quer saber de politicagem”

"É papel e dever do Estado garantir proteção social para que essas pessoas possam cumprir o isolamento social", enfatizou a governadora do Rio Grande do Norte

Foto: Agência Senado

Em entrevista ao Fórum Onze e Meia desta quinta-feira (2), a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), reforçou a importância do auxílio emergencial aos autônomos e trabalhadores informais durante a pandemia do coronavírus. Para ela, auxílio é essencial para que essa parcela da população consiga cumprir com o isolamento social.

Governadora também cobrou mais agilidade do presidente Jair Bolsonaro para publicar o decreto, criticando o que chamou de “politicagem” do mandatário perante a pandemia. O ex-capitão disse nesta quarta-feira (1º) que havia sancionado o auxílio, mas o mesmo ainda não foi publicado no Diário Oficial.

“Governo federal tem feito muitos anúncios, muitas delas são medidas adequadas, seguindo a reivindicação dos governadores, mas o que precisamos agora é de agilidade. O auxílio emergencial foi uma vitória muito importante do povo brasileiro, do Partido dos Trabalhadores junto com outros partidos de oposição. Essa renda de R$ 600 é urgente que chegue à casa das pessoas, aqueles que vivem em condição de extrema vulnerabilidade social”, disse Fátima.

“É preciso levar em consideração que essas pessoas precisam da proteção do Estado, é papel do Estado e é dever do estado chegar com a proteção do ponto de vista social, para que elas possam cumprir o isolamento social e possa garantir a sua sobrevivência”, continuou.

O Rio Grande do Norte registrou 92 casos confirmados de coronavírus e duas mortes, sendo que uma das vítimas tinha apenas 23 anos. Na entrevista, Fátima Bezerra lembrou a importância do isolamento social para lidar com a pandemia.

“É um momento muito grave, porque todos nós temos que ter um consenso, a responsabilidade de entender claramente a dimensão da crise que o país passa. A crise que estamos enfrentando diz respeito à saúde da população. É a vida da gente que tá em jogo, é a vida das nossas famílias”, disse. “O que o povo espera do presidente, do governador, do prefeito? O que o povo espera de seus gestores? Responsabilidade. O povo não quer saber de politicagem”, continuou.

“Não podemos deixar que divergências políticas e ideológicas se sobreponham ao momento que estamos vivendo. Precisamos de uma liderança nacional, algo que não estamos tendo ainda”, finalizou.

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