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18 de dezembro de 2019, 14h01

Fazendeiro bolsonarista é acusado de tentar matar esposo de coordenadora da UFPA em Altamira

Silvério Fernandes é chefe do "consórcio da morte" de ruralistas do Pará e já foi cogitado por Jair Bolsonaro para ocupar o comando do Incra no Xingu

Outdoor da campanha de Silvério Fernandes em Uruará (Reprodução)

Chefe da milícia de fazendeiros do Pará conhecida como “consórcio da morte”, Silvério Fernandes agrediu e ameaçou nesta terça-feira (17) o ex-vereador da cidade, Eduardo Modesto, dentro da Seccional Urbana de Altamira, sudoeste do estado. Modesto é esposo da professora Maria Ivonete Silva, coordenadora da Universidade Federal do Pará (UFPA), instuição responsável pelo evento “Amazônia, Centro do Mundo”, que ocorreu em novembro.

Segundo a denúncia, as ameaças se iniciaram dentro de um restaurante de Altamira, onde Modesto e a esposa jantavam. Acompanhado por outros membros da milícia e arma em punho, Silvério Fernandes adentrou no espaço e passou a discutir com o ex-vereador.

O casal então se dirigiu à seccional para registrar um boletim de ocorrência por ameaça, mas Modesto foi seguido pelo fazendeiro que o agarrou e o empurrou contra o chão da delegacia. O ex-vereador acabou se machucando na base de um pilar estrutural e Fernandes foi contido pelos policiais.

Na denúncia, Modesto relata que os dois se desentenderam durante o evento da UFPA, que reuniu centenas de indígenas, ribeirinhos, agricultores e ativistas sociais para discutir a proteção da Amazônia contra grileiros, latifundiários e grandes obras.

Além de fazendeiro, Silvério Fernandes é madeireiro e político, cotado por Jair Bolsonaro, no final do ano passado, para assumir o comando do Incra na região do Xingu. Silvério também é presidente do Sindicato Rural de Anapu e já foi vice-prefeito de Altamira, além de candidato a deputado estadual. No evento da universidade, Silvério esteve presente com outros representantes de sindicatos de produtores rurais da região para tentar boicotar o debate, gritando “Amazônia, centro do Brasil” e vaiando sempre que uma crítica ao governo Bolsonaro era feita.


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