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13 de setembro de 2019, 11h37

Fim do expediente às 18h chega ao Ministério da Agricultura e preocupa servidores

Para economizar R$ 366 milhões neste ano, o ministro Paulo Guedes determinou uma série de ações para reduzir as despesas, incluindo a limitação do horário de trabalho e o corte de celulares dos servidores

Depois do Ministério da Economia, sob a chefia do ministro Paulo Guedes, implantar o expediente das 8h às 18h, é a vez do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aderir ao modelo de gestão “industrial” pensado pelo cérebro econômico do governo Bolsonaro, comandado por Guedes. A medida passa a valer a partir desta sexta-feira (13).

Ontem, funcionários do Mapa e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) receberam avisos sobre as medidas de racionalização de gastos e de redução de despesas ao longo de 2019.

Depois de ler para os funcionários as novas determinações e sem saber o que responder aos servidores que moram em regiões mais distantes fariam para driblar o horário mais crítico na volta pra casa, uma diretoria inteira ouviu, em alto e bom som de um funcionário um “ai que arrependimento de ter votado no homem” (em clara referência a Bolsonaro).

Para economizar R$ 366 milhões neste ano, o Ministério da Economia publicou mês passado uma portaria determinando uma série de ações para a redução nas despesas da pasta. Entre as medidas anunciadas, o expediente foi limitado ao horário das 8h às 18h, foram cortados celulares dos servidores e viagens internacionais terão controle mais rígido.

Adotado em 26 agosto de 2019 em regime de teste na pasta de Guedes, o primeiro dia de economia forçada de energia nos prédios causou transtornos às atividades realizadas pelos servidores vinculados ao órgão.

A metodologia fabril deve se estender a outras instituições federais. Com a limitação dos horários de funcionamento e corte de recursos, como o cafezinho, as remoções, ajudas de custo em viagens e proibição de renovação de contratos.


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