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19 de fevereiro de 2020, 09h58

Flávio Bolsonaro chama ataque misógino do pai contra repórter de “liberdade de expressão”

Filho do presidente pede respeito à opinião "fora do politicamente correto" do pai

Foto: Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) foi às redes sociais para defender os ataques misóginos do pai, Jair Bolsonaro, contra a repórter da Folha de S.Paulo, Patrícia Campos Mello. O filho do presidente disse que é preciso respeitar “a liberdade de expressão” do pai e que ele tem o direito de ter “opinião própria”.

“Bom dia a você que defende a liberdade de expressão e respeita o direito sagrado de @jairbolsonaro ter opinião própria, fora do politicamente coreto. Bom dia também aos índios, que querem sua carta de alforria para explorarem sua propriedade, mas a Câmara acha que não é a hora”, escreveu Flávio no Twitter.

Em seguida, ele corrigiu sua publicação dizendo ter exagerado. “Outra correção, pois generalizei: não é a Câmara, mas sim alguns deputados de esquerda da Câmara”, afirmou.

Em entrevista na manhã desta terça-feira (18), quando voltou a falar com jornalistas, Jair Bolsonaro fez ilações sobre uma suposta ligação da repórter da Folha, Patrícia Campos Mello “com o PT” e ironizou as fake news propagadas pela milícia virtual sobre o depoimento de Hans River.

“Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim”, ironizou Bolsonaro, provocando risos em apoiadores que acompanharam a entrevista.

Em resposta, a Folha condenou o ataque do presidente e disse que sua fala pode ser enquadrada como quebra de decoro. “O presidente da República agride a repórter Patrícia Campos Mello e todo o jornalismo profissional com a sua atitude. Vilipendia também a dignidade, a honra e o decoro que a lei exige do exercício da Presidência”, disse em nota.

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