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22 de janeiro de 2019, 11h02

Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete mãe e mulher de miliciano suspeito da morte de Marielle

A mãe do ex-capitão do Bope, que é amigo de Fabrício Queiroz, é uma das servidoras do gabinete que fizeram repasses para a conta do ex-assessor

Flávio Bolsonaro com o ex-assessor Fabrício Queiroz - Foto: Reprodução

A mãe e a mulher do ex-capitão do Bope, Adriano Magalhães da Nóbrega, alvo de um mandado de prisão nesta terça-feira (22), na Operação ‘Os Intocáveis’, eram empregadas do gabinete de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) até o novembro do ano passado. O ex-capitão é tido pelo Ministério Público do Rio como o homem-forte do Escritório do Crime, organização suspeita do assassinato de Marielle Franco.

O policial é acusado há mais de uma década por envolvimento em homicídios. Adriano e outro integrante da quadrilha foram homenageados por Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

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Adriano é amigo de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro e investigado sob suspeita de recolher parte dos salários de funcionários do político. Teria sido Queiroz – amigo também do presidente Jair Bolsonaro desde os anos 1980 – o responsável pelas indicações dos familiares de Adriano.

A mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, e a mulher, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ocuparam cargos no gabinete de Flávio Bolsonaro. Elas tinham o cargo CCDAL-5, com salários de R$ 6.490,35. Segundo o Diário Oficial do Estado, ambas foram exoneradas a pedido no dia 13 de novembro de 2018.

Raimunda, a mãe, é uma das servidoras do gabinete que fizeram repasses para a conta do ex-assessor Fabrício Queiroz, investigado pelo Ministério Público do Rio.

Segundo dados da Receita Federal, ela é sócia de um restaurante localizado na Rua Aristides Lobo, no Rio Comprido. O estabelecimento fica em frente à agência 5663 do Banco Itaú, na qual foi registrada a maior parte dos depósitos em dinheiro vivo feitos na conta de Fabrício Queiroz.

Com informações do Globo

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