General Heleno considera “falta de sorte” a prisão de militar com cocaína na Espanha

"Podia não ter acontecido, né? Foi uma falta de sorte acontecer exatamente na hora de um evento mundial e acaba tendo uma repercussão mundial que poderia não ter tido”, disse o general

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O ministro-chefe do GSI, general Augusto Heleno, considerou “falta de sorte” a prisão de um militar brasileiro na Espanha por levar 39 kg de cocaína em sua mala num avião da FAB (Força Aérea Brasileira). O general conversou com a imprensa assim que desembarcou no Japão, nesta quinta-feira (27), com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) para participar da reunião de cúpula do G20.

“Podia não ter acontecido, né? Foi uma falta de sorte acontecer exatamente na hora de um evento mundial e acaba tendo uma repercussão mundial que poderia não ter tido. Foi um fato muito desagradável para todo mundo”, disse Heleno.

Questionado sobre se o episódio não demonstra uma falha de segurança, Heleno —que comanda a pasta responsável pela segurança do presidente—, disse que a fiscalização das malas e aeronaves é atribuição da FAB e diz que não há relação do fato com o gabinete que está sob seu comando, o GSI. “Não, cada um tem o seu cada qual. A revista de passageiros e de malas para os aviões da FAB são encargo da FAB que não é subordinada a mim. Então o GSI não tem nada que ver com isso, zero”, afirmou.

Aragão diz que responsabilidade é sim de Heleno

Já o ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, declarou em sua conta do Twitter, na manhã desta quinta-feira, que o General Heleno deve pedir demissão do cargo de Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, por conta do flagrante de cocaína no avião que fazia a precursora da viagem de Bolsonaro ao Japão.

Em mensagem dirigida ao general, o ex-ministro afirma que “a segurança do presidente é de sua responsabilidade no GSI e permitir que membro da comitiva pratique crime em avião presidencial é gravíssima falha, que vai para sua conta. Peça para sair”, concluiu Aragão.

Imagem do Brasil

O General disse ainda não acreditar que isso vá mudar a imagem do Brasil perante a comunidade internacional. “Não, acredito que o G20 seja composto pelos chefes de Estado dos 20 países economicamente mais importantes do mundo. Se mudar isso aí a imagem do Brasil por causa disso, realmente só se a gente não estivesse sabendo da quantidade de tráfico de drogas que tem no mundo. É mais uma”, disse.

Questionado sobre o motivo da irritação de Bolsonaro durante entrevista à imprensa no desembarque, Heleno disse que ele está “preocupado”, mas não detalhou os motivos. “Ele está preocupado porque tem uma série de coisas ocorrendo lá no Congresso e é lógico que ele, de longe, sempre é mais difícil de tomar conhecimento do que está acontecendo. Ele está preocupado, mas não está aborrecido não”, afirmou.

Com informações da Folha

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