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25 de junho de 2019, 18h43

Gilmar Mendes propõe liberdade imediata para Lula e investigação sobre denúncias do Vaza Jato

"Estou em dúvida sobre isenção do juiz nesse processo", disse o ministro do STF, que pediu que Lula aguarde em liberdade enquanto as denúncias da Vaza Jato são apuradas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em votação de habeas corpus que trata da suposta suspeição do ex-juiz federal Sérgio Moro, na tarde desta terça-feira (25), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, defendeu que o HC apresentado pela defesa do ex-presidente Lula seja novamente adiado para a apuração das denúncias feitas pelas reportagens do The Intercept Brasil, que expõem o ex-juiz Sérgio Moro, mas pediu que Lula aguarde em liberdade até essa análise.

Inicialmente, Gilmar, que havia pedido vista do processo em dezembro, foi favorável a concessão de liberdade a Lula através do HC, mas avaliou ser mais coerente aguardar a análise das denúncias da Vaza Jato. Gilmar citou, inclusive, um parecer da procuradora-geral da República, Rachel Dodge, e alegou que até ela estaria em dúvida sobre a imparcialidade de Moro.

“Estou em dúvida sobre isenção do juiz nesse processo”, disse Gilmar, colocando Moro sob suspeita. “Reconheço haver plausibilidade jurídica no pedido apresentado pelos representantes”, completou, pontuando ainda sobre interceptações telefônicas ilegais a pessoas próximas a Lula.

Ainda faltam votar os ministros Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Cármen Lúcia e Edson Fachin, que completam a Segunda Turma, já haviam registrado seus votos antes do pedido de vista de Gilmar, mas ainda pode rever seus votos.

Mais cedo, a Segunda Turma rejeitou por maioria um primeiro habeas corpus apresentado pela defesa de Lula. Este primeiro questionava uma decisão monocrática do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Félix Fischer, que negou liberdade ao petista.


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