Fórum Educação
06 de agosto de 2019, 18h12

Governo negocia até R$ 2 bi extras para honrar emendas e garantir votos pela Previdência

A proposta busca aprovar um crédito extra para que o governo Bolsonaro tenha condições de honrar o pagamento de emendas para deputados que ajudaram na aprovação da reforma

Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República

Às vésperas da votação do segundo turno da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, o governo negocia com líderes partidários a aprovação de um PLN (Projeto de Lei do Congresso Nacional) de até R$ 2 bilhões.

A proposta, de acordo com o Uol, busca aprovar um crédito extra para que o governo Jair Bolsonaro (PSL) tenha condições de honrar o pagamento de emendas para deputados que ajudaram na aprovação da reforma.

As negociações com os parlamentares são feitas pessoalmente pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

Assessores palacianos afirmaram reservadamente que a eventual aprovação do PLN para abrir espaço orçamentário para o pagamento das emendas é considerada a última cartada do governo para aprovar o texto.

Tanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, quanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estão cientes das tratativas. Entretanto, Maia não quer se envolver diretamente no processo.

Segundo lideranças da Casa e do governo, havia pressão de partidos do Centrão para que o projeto de crédito extra fosse aprovado antes da votação do segundo turno da reforma da Previdência. Entretanto, Maia e líderes governistas são contra essa possibilidade porque poderia indicar uma relação direta entre pagamento de recursos e votos pela Previdência.

O ministro Onyx Lorenzoni e o secretário circulam pela Câmara na tarde desta terça para negociar a votação da Previdência. O projeto pode entrar em pauta hoje (6) ou amanhã (7), dependendo do quórum no plenário.

O Planalto também tem ciência de que parte das promessas feitas aos parlamentares no primeiro turno da reforma ainda não foi cumprida, mas acredita que chegará a um consenso com os parlamentares para não prejudicar a tramitação da proposta


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