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15 de fevereiro de 2019, 10h56

Guedes autoriza nomeação de 80 aprovados em concurso para Abin

A agência de inteligência está sob o comando do general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI. Recentemente, jornal Estado de S. Paulo disse que a Abin estaria sendo usada para monitorar reuniões da Igreja Católica para o Sínodo da Amazônia

General Heleno e Paulo Guedes (Arquivo)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, autorizou nesta sexta-feira (15) a nomeação de 80 candidatos aprovados em concurso público para a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) realizado em 2018.

Em portaria, é autorizada a nomeação de 60 oficiais técnicos de inteligência, cargo de nível superior, e 20 agentes de inteligência, cargo de nível médio. A primeira carreira tem remuneração inicial de R$ 15.312,74 e a segunda, R$ 6.302,23, segundo valores divulgados à época do concurso. O processo seletivo ofereceu 300 vagas.

A Abin está sob o comando do general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Heleno já deu indicações da importância que atribui à agência, responsável por fornecer ao presidente da República e ao primeiro escalão do governo informações estratégicas.

Ainda durante o governo e transição, ele afirmou desejar uma Abin “sem viés ideológico”, para “combater o crime organizado” e não para “bisbilhotar”. Logo após assumir o cargo de ministro, acusou a ex-presidenta Dilma Rousseff de ter “derretido” o sistema de inteligência brasileiro, recuperado, segundo ele, pelo general Sérgio Etchegoyen, seu antecessor sob o governo Michel Temer.

Na ocasião, Dilma rebateu a acusação, mas acusou a Abin de “ineficácia” em diversos momentos, como ao não detectar o grampo que gravou a conversa telefônica entre ela e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mais recentemente, a Abin voltou ao foco de maneira polêmica, quando o jornal Estado de S.Paulo informou que a agência monitorava as discussões da Igreja Católica no Brasil para o Sínodo da Amazônia, que acontece em outubro, em Roma. O general Heleno admitiu que o encontro preocupa a inteligência por uma questão de “soberania nacional”, mas negou tratar-se de “espionagem”.


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