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22 de maio de 2019, 14h58

Guedes diz que idosos se suicidam mais com modelo de Previdência do Brasil do que no Chile

"Suicida-se mais aqui do que lá. E muito mais em Cuba, mais do que aqui e mais do que lá”, afirmou o ministro, sem revelar números, contrariando dados do próprio governo chileno, que apontam aumento crescente no número de suicídios entre idosos do país

O ministro da Economia, Paulo Guedes (Divulgação)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem apelado para informações cada dia mais sem credibilidade para defender a necessidade e urgência da reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro e a mudança do sistema de aposentadoria para o regime de capitalização, gerido pelo sistema financeiro privado.

Nesta quarta-feira (22), em seminário realizado pelos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas, em Brasília, Guedes chegou a defender que o sistema previdênciário atual do Brasil, por repartição, faz com que mais idosos se suicidem do que no Chile, que adotou há tempos a capitalização das aposentadorias.

“Ah, mas no sistema chileno todo mundo se suicida…é mentira. Suicida-se mais no Brasil do que lá. O sistema de repartição causa mais suicídio do que o sistema de capitalização. Suicida-se mais aqui do que lá. E muito mais em Cuba, mais do que aqui e mais do que lá”, afirmou o ministro, sem revelar números, contrariando dados do próprio governo chileno, que apontam aumento crescente no número de suicídios entre idosos do país.

Em mais um devaneio, Guedes ainda creditou ao atual regime previdenciário a responsabilidade pela alta taxa de criminalidade no Brasil.

“Aí depois você se espanta por que tem 60 mil assassinatos todo ano no Brasil. É uma fábrica de criminosos. Aí quando vai ver, o que está por trás disso? A forma de financiamento dos fundos previdenciários”, disse.

E mesmo após gastar R$ 37 milhões em novas peças publicitárias na tentativa de convencer a população de que a reforma trará benefícios, o ministro de Bolsonaro ainda disse que tem “muito dinheiro em publicidade” contra a proposta do governo.

“É evidente que o lobby contra está aqui em Brasília, em torno do prédio [do jornal]. Não é o Brasil que está contra reforma da Previdência, é Brasília que está contra a reforma da Previdência”, afirmou. “E é importante entender isso. E tem dinheiro, tem dinheiro, muito dinheiro em publicidade contra, gente recebendo congressistas com faixa, mobilização para garantir privilégios usando os frágeis de escudo”.


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