Instituto Marielle Franco pede adiamento de federalização do caso até fim das investigações sobre clã Bolsonaro

A ex-PGR Raquel Dodge denunciou, em 2019, cinco pessoas por obstrução de Justiça e pediu a federalização do inquérito que busca os mandantes do crime

O Instituto Marielle Franco e a Coalizão Negra por Direitos, que consiste em 150 coletivos e organizações do movimento negro, entraram com um pedido de suspensão do julgamento do STJ que pede a federalização das investigações da morte da ex-vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

O julgamento do pedido está marcado para o dia 27 deste mês. A família de Marielle, que está sendo representada pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro, já se posicionou contra e, com o Instituto Marielle e a coalizão, lançaram nesta terça (19) uma campanha para barrar a possível federalização das investigações. As assinaturas estão sendo coletadas em um site.

As entidades pedem, no texto, que o processo “não seja julgado enquanto tramita as investigações no Supremo Tribunal Federal sobre as interferências do presidente Jair Bolsonaro e seus filhos à Polícia Federal”.

A ex-PGR Raquel Dodge pediu, em novembro de 2018, que a Polícia Federal que abrisse uma “investigação da investigação”, para apurar denúncias de que um grupo teria dado depoimentos falsos para impedir que o caso fosse resolvido.

Em setembro de 2019, ao deixar o cargo, Dodge denunciou cinco pessoas por obstrução de Justiça e pediu a federalização do inquérito que busca os mandantes do crime.

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