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16 de outubro de 2018, 07h22

Justiça eleitoral proíbe reunião de estudantes da UFPR para debater violência nas eleições

A reunião estava sendo organizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e abordaria, também, a agressão sofrida por um estudante, que foi espancado por apoiadores de Bolsonaro porque usava um boné do MST.

DCE emitiu nota com receita de bolo, como os jornais faziam no tempo da ditadura ao terem reportagens censuradas (Foto: montagem)

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) proibiu a realização de uma reunião entre alunos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para discutir a violência nas eleições.

A reunião estava sendo organizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e abordaria, também, a agressão sofrida por um jovem, na semana passada, na Reitoria da universidade. O rapaz teria sido agredido por apoiadores do candidato Jair Bolsonaro (PSL) porque usava um boné do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

A reunião aconteceria na quarta-feira (11), com o nome Reunião Aberta: #EleNão. Mais de 200 pessoas haviam confirmado presença.

Na decisão, o juiz Douglas Marcel Peres classifica o ato como “suposta irregularidade de propaganda a ser veiculada em imóvel pertencente à administração pública indireta da União”. Ele cita o artigo 73 da Lei 9.504/2017, que proíbe o uso de imóveis públicos em benefício de candidatos.

O DCE, após a decisão, fez uma publicação, em protesto, que trazia uma receita de bolo. As receitas foram usadas, durante a Ditadura Militar no Brasil, para ocupar o lugar de textos e matérias censuradas nos jornais.


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