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15 de outubro de 2019, 12h13

Justiça levou dois meses para autorizar buscas na casa de Bivar e medida chegou a ser indeferida

Antes do indeferimento, o caso também tinha ficado paralisado por cerca três meses na Justiça

Presidente do PSL, Luciano Bivar. (Foto: Câmara dos Deputados)

A operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta terça-feira (15), que cumpre mandados de busca e apreensão na casa do deputado federal e presidente do PSL, Luciano Bivar (PSL-PE), em Recife, demorou quase dois meses para ser autorizada pela Justiça.

O aval foi dado pela segunda instância nesta segunda-feira (14), quando seis dos sete juízes do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) concordaram com o pedido da Polícia Federal e do Ministério Público. No entanto, um dos juízes foi contra.

A investigação do esquema das candidaturas de laranjas no PSL, sigla do presidente Jair Bolsonaro, teve seu inquérito aberto em março. Os pedidos de buscas foram enviados pela PF de Sergio Moro e pela promotoria no dia 21 de agosto, com endereços da sede do PSL em Pernambuco e do presidente da sigla, entre os alvos.

No entanto, a juíza Maria Margarida de Souza Fonseca, da 6ª zona eleitoral do Recife, indeferiu as buscas no dia 9 de setembro, dizendo não haver elementos suficientes para a operação. Três dias depois, em 12 de setembro, o Ministério Público apresentou um recurso ao TRE, reafirmando a necessidade da realização das medidas.

Antes do indeferimento, o caso também tinha ficado paralisado por cerca três meses na Justiça, à espera de definição de qual seria o juízo competente.

Depois da divulgação do esquema, Bolsonaro entrou em guerra com o presidente da sigla e com o próprio PSL. A tensão se agravou depois do comentário do presidente da República em que ele afirmou que Luciano Bivar está queimado e que a sigla deve ser esquecida. Fala gerou grande crise interna dentro do partido.

 


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