Fórumcast, o podcast da Fórum
30 de janeiro de 2019, 06h02

Justiça segue orientação da PF de Moro e nega pedido de Lula para ir ao velório do irmão

Presidente em exercício, o general Hamilton Mourão afirmou, no início da noite desta terça-feira (29), que seria uma “questão humanitária” atender ao pedido do ex-presidente Lula para comparecer ao velório do irmão.

Lula e o irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, (Foto: Ricardo Stuckert)

A juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Criminal de Curitiba, e o desembargador Leandro Paulsen, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), seguiram orientação da Polícia Federal, comandada pelo ex-juiz e atual ministro de Jair Bolsonaro (PSL), Sérgio Moro, e negaram na madrugada desta quarta-feira pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comparecer ao velório do irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, que faleceu em São Paulo nesta terça-feira (29), aos 79 anos, vítima de câncer no pulmão.

Blog do Rovai: Lula é vítima de um sequestro

Os dois magistrados seguiram a orientação do delegado Luciano Flores, da PF, que se manifestou sobre o pedido, afirmando que a polícia não teria condição de fazer o transporte do ex-presidente.

Segundo a PF, o transporte de Lula teria que ser feito por helicóptero, e que no momento todas as aeronaves da corporação estão em Brumadinho, em Minas Gerais. O enterro está marcado para as 13h desta quarta-feira.

A PF diz ainda, no texto enviado à magistrada paranaense, que teme por uma mobilização de apoiadores de Lula contra a prisão do ex-presidente, e alega falta de recursos para zelar por sua integridade física (leia a íntegra da decisão).

No ofício enviado à vara de Curitiba, os advogados de Lula invocaram o artigo 120 da Lei de Execução Penal (LEP), que afirma que “os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos: falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão” (leia a íntegra do ofício).

Foi exatamente este artigo que a Justiça Federal do Paraná citou quando, em dezembro do ano passado, recusou a ida de Lula ao velório do seu amigo e ex-deputado federal Sigmaringa Seixas. Na ocasião, Vicente de Paula Ataíde Júnior argumentou que o ex-presidente não poderia se despedir do amigo pois a lei só prevê saídas para o caso de morte de parentes, como é o caso agora com o falecimento de Vavá.

Presidente em exercício, o general Hamilton Mourão afirmou, no início da noite desta terça-feira (29), que seria uma “questão humanitária” atender ao pedido do ex-presidente Lula para comparecer ao velório do irmão.

“É uma questão humanitária. Perder um irmão é sempre uma coisa triste. Eu já perdi o meu e sei como é que é”, disse Mourão, de acordo com a Folha de S. Paulo, e ainda acrescentou: “Eu acho que se a Justiça considerar que está ok, não vejo problema nenhum”.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum