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27 de fevereiro de 2019, 11h00

Lado B | Edição Nº 14 – Primeira avaliação de Bolsonaro é pior que a de seus predecessores FHC, Lula e Dilma

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Exclusivas 

Relação no Congresso

Quem pensa que a insatisfação com o governo Jair Bolsonaro (PSL) resume-se apenas a deputados da oposição está redondamente enganado, escreve o jornalista George Marques, da Sucursal de Brasília da Fórum. Com dois meses incompletos, a nova gestão acumula série de recuos que tem desgastado a relação política no Congresso, como a polêmica do ministro da Educação, Ricardo Vélez, tentando filmar crianças em escolas com o slogan de campanha do presidente, a demissão de Gustavo Bebianno, ou mesmo a derrota do governo no decreto sobre sigilo a documentos, apenas para citar os casos mais recentes. Cresce no mercado a preocupação com o tamanho da base do governo na Câmara.

Previdência

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019, da reforma da Previdência, traz artigo elevando a alíquota mínima sobre a contribuição dos servidores estaduais e municipais. Além disso, prevê criação de alíquota extraordinária a ser paga por eles em caso de déficit. O economista Gilberto Braga, do Ibmec, acredita que deve haver resistência dos servidores às duas medidas.

Lua de mel 

Levantamento do Instituto MDA apontou que Bolsonaro é avaliado positivamente por 38,9% da população. Em outros recortes do mesmo estudo, o novo governo apresenta um nível considerável de confiança. Em entrevista à Fórum, o cientista político Alberto Carlos Almeida afirma que a confiança refletida pela pesquisa indica uma espécie de “lua de mel”. Segundo ele, praticamente todos os novos governantes, seja de prefeitura, governo estadual ou federal, passam por isso com seus eleitores nos primeiros meses de mandato, sugerindo muito mais um “desejo” da população do que uma avaliação propriamente dita. Mesmo assim, a aprovação do governo de Jair Bolsonaro, de acordo com Almeida, é bem mais baixa que a de seus três predecessores Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff.

‘Chavismo provou que está vivo’

Na avaliação de Igor Fuser, jornalista, doutor em Ciência Política e professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC, “a farsa das supostas intenções humanitárias do governo de Donald Trump e dos seus aliados venezuelanos foi totalmente desmascarada”. De acordo com Fuser, “o chavismo provou que ainda está vivo, com amplas manifestações de apoio ao governo, nas principais cidades do país, e a mobilização de moradores das regiões de fronteira contra as provocações opositoras”.

Romper o silêncio

Os resultados da pesquisa que aponta que 536 mulheres foram agredidas fisicamente a cada hora no Brasil, ao longo de 2018, são preocupantes, na medida em que indicam uma manutenção, um padrão de violência contra a mulher. A avaliação é de Cristina Neme, pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entidade que encomendou o levantamento junto ao Datafolha. “Se a mulher não denuncia a agressão, não tem como romper esse ciclo”, alerta, em entrevista à Fórum.

Oscar 2019, o ano da colheita

Este ano a cerimônia do Oscar foi menos assumidamente política do que nas edições anteriores, escreve Marina Costin Fuser, doutora em Estudos de Gênero e Cinema. “Pipocavam campanhas como ‘Oscar so white’, em que realizadores negros clamavam por um tratamento racialmente equitativo no processo de premiação, e de sucessivas campanhas feministas, que envolviam atrizes consagradas”, continua. “Por outro lado, 2019 foi o ano da colheita: 7 profissionais negros e 15 profissionais mulheres receberam a estatueta.”

De hoje

A ideia de Bolsonaro, o hino nas escolas e a reação da Ubes

O ministro da Educação, Ricardo Vélez-Rodriguez teria apenas operacionalizado a recomendação de Jair Bolsonaro (PSL) para a exaltação de “símbolos pátrios”, mas a cúpula do MEC reconhece que o titular da pasta exagerou na dose. Em reação à carta, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) lançou uma campanha na internet para alunos e professores registrarem problemas nos colégios, como banheiros destruídos e salas sem ventilador. Além disso, os docentes também foram estimulados a fotografarem seus contracheques.

Ainda vale a pena….

Nesta seção destacamos matérias que circularam na Fórum durante o dia de ontem, mas que merecem ser lidas.

‘Lula livre’ na Venezuela

O dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e articulador da Via Campesina Internacional, João Pedro Stedile, entregou uma faixa onde está escrito “Lula preso político”, ao presidente da Venezuela, Nicolas Maduro.

Preço de sua valentia

Fórum transmitiu ao vivo o discurso de Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, durante a Assembleia Internacional dos Povos (AIP), que acontece em Caracas. “Não se é livre, não se é revolucionário impunemente. Há que se pagar o preço da valentia e da coragem. E nós pagamos esplendidamente. Batalhamos pelo destino de nossa nação”, disse.

Usar imagem de crianças sem autorização é ilegal

A antropóloga e professora de Direito da Universidade de Brasília (UnB), Débora Diniz, divulgou um modelo de representação a pais brasileiros caso seus filhos sejam gravados ou se sintam obrigados a cantar o hino nacional em suas escolas. À Fórum, Diniz disse que ficou surpresa com a notícia para que alunos cantem o hino nacional e que o momento seja gravado e enviado ao MEC. No documento a professora de Direito cita o art 5º da Constituição Federal afirmando que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

Da vizinhança

Nesta seção indicamos leituras de sites que fazem parte desta enorme galáxia da internet, como bem definiu Castells.

O silêncio de Moro no New York Times

O jornal The New York Times publicou um artigo, assinado por Gaspard Estrada e William Bourdon, sobre o uso político da justiça por Sergio Moro. O texto afirma que o ex-juiz tem se mantido em silêncio diante de acusações de corrupção contra o partido do presidente (PSL). O pacote anticrime de Moro também é duramente criticado, por resumir-se a três propostas: liberar a posse de armas de fogo, que os condenados em segunda instância sejam encarcerados, mesmo que ainda faltem recursos (como é o caso de Lula), e a criação de novos instrumentos para facilitar a delação premiada. O artigo também chama a atenção para o papel desempenhado por Moro nas eleições de 2018 favorecendo Bolsonaro.


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