Lava Jato teme que Moro seja alvo de busca e apreensão “desmoralizante” após delação de Tacla Duran

Para procuradores, investigação poderia prejudicar o ex-ministro nas eleições de 2022

A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba está preocupada com um possível mandado de busca e apreensão contra o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, caso a Procuradoria-Geral da República (PGR) retome os acordos de delação premiada do advogado Rodrigo Tacla Duran.

Para procuradores, uma eventual investigação contra o ex-ministro poderia prejudicar sua imagem de símbolo de combate à corrupção e enfraquecê-lo nas disputas eleitorais de 2022, dando margem a uma reeleição de Jair Bolsonaro. A informação é do jornal Valor Econômico.

As tratativas entre a PGR e Tacla Duran para um acordo de delação premiada foram retomadas em junho. Tacla acusa o advogado Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho de casamento de Moro, de cobrar propina para não ser preso pela Lava Jato em 2016.

Outro possível movimento que poderia prejudicar a imagem do ex-ministro, segundo procuradores, foi a visita que a subprocuradora Lindôra Araújo fez a Curitiba no fim de junho. A visita fez com que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, decidisse dar acesso à PGR aos dados de todas as investigações pela Lava Jato até então.

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