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25 de abril de 2019, 16h11

Lewandowski proíbe que a PF escolha jornalistas para acompanhar entrevista de Lula

O ministro esclareceu que o STF autorizou os encontros apenas com os dois jornalistas, Mônica Bergamo (Folha) e Florestan Fernandes (El País)

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), impediu, nesta quinta-feira (25) que a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba abra e escolha jornalistas para participar de entrevista com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcada para esta sexta-feira (26). Lewandowski atendeu a uma petição da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Esclareço que a decisão da Corte restringe-se exclusivamente aos profissionais da imprensa supra mencionados, vedada a participação de quaisquer outras pessoas, salvo as equipes técnicas destes, sempre mediante a anuência do custodiado”, despachou o ministro. (Veja a íntegra).

Na quinta-feira da semana passada, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, liberou Lula para dar entrevistas aos veículos de imprensa que pediram autorização para falar com ele na prisão. Em setembro do ano passado, o ministro Luiz Fux suspendeu uma liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski que autorizava os jornais Folha de S. Paulo e El País a entrevistar Lula na prisão. Após oito meses, os jornais conseguiram reverter a liminar.

Com isso, nesta quinta a Superintendência da PF resolveu autorizar a entrada de determinados jornalistas para acompanhar a entrevista que o ex-presidente deve conceder com exclusividade à Folha e El País. Lewandowski esclareceu, no entanto, que STF autorizou os encontros apenas com os dois jornalistas, Mônica Bergamo (Folha) e Florestan Fernandes (El País).

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