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27 de outubro de 2019, 08h45

Líder da milícia de Rio das Pedras diz que assassinato de Marielle foi encomendado ao Escritório do Crime

Braço armado da milícia que atua na zona Oeste do Rio de Janeiro, o Escritório do Crime era comandado pelo ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega, que tinha esposa e mãe empregados no gabinete de Flávio Bolsonaro, indicadas por Queiroz

Marielle Franco (Arquivo)

Chefe da milícia de Rio das Pedras, Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba afirmou em conversa telefônica com o vereador Marcelo Sicilliano (PHS) em fevereiro deste ano que o assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSol, foi encomendado por Domingos Brazão ao Escritório do Crime, braço armado da milícia que atua na zona Oeste do Rio de Janeiro, que é comandado pelo ex-PM, Adriano Magalhães da Nóbrega.

Adriano é amigo do policial militar reformado Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O ex-capitão foragido foi homenageado pelo filho de Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e tinha a mulher e a mãe nomeadas no gabinete de Flávio, indicadas por Queiroz.

Na conversa com Sicilliano, Beto Bomba afirma que Marielle foi executada por integrantes do Escritório do Crime, sem o consentimento de Adriano.

“Só que o Sr. Brazão veio aqui fazer um pedido para um dos nossos aqui, que fez contato com o pessoal do Escritório do Crime, fora do Adriano, sem consentimento do Adriano. Os moleques foram lá, montaram uma cabrazinha, fizeram o trabalho de casa, tudo bonitinho, ba-ba-ba, escoltaram, esperaram, papa-pa, pa-pa-pa pum. Foram lá e tacaram fogo nela [Marielle]”, afirmou, segundo reportagem do Portal Uol neste domingo (27).

O miliciano ainda diz, no entanto, que a execução teria sido feita por três matadores de aluguel ligados ao Escritório.

“Mad, Macaquinho, que está foragido, e Leléo. E tinha uma guarita do… e tinha uma guarita do… tinham uma guarita de um oficial dando suporte para eles, se eles tomassem um bote no meio do caminho, que é o Ronald, que ia soltar, salvar os moleques, mas isso é a pedido do malandragem, do Sr Brazão, tudo isso saiu do Sr Brazão”, disse.

Há um ano, Leléo e Macaquinho foram denunciados pelo MP-RJ por chefiarem uma milícia no Morro do Fubá, na zona norte da capital fluminense. Mad já teve seu nome relacionado ao Caso Marielle. Ele é suspeito de integrar o grupo de quatro homens que tentou roubar as armas de uma casa de Ronnie Lessa, um dia depois de o PM da reserva ter sido preso sob acusação de matar a vereadora e seu motorista.

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