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01 de julho de 2020, 21h52

Lula prega radicalização e diz que mercado quer que Bolsonaro continue

Em conversa com Leonardo Boff, o ex-presidente defendeu a greve dos entregadores de aplicativo

Reprodução/YouTube

O ex-presidente Lula participou nesta quarta-feira (1º) de um debate com o teólogo Leonardo Boff exibido em transmissão ao vivo nas redes sociais. O ex-líder sindical pregou uma radicalização e afirmou que o mercado está “adorando a política de destruição” promovida pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Quem é que gosta do governo Bolsonaro? É o mercado financeiro, a Rede Globo, os empresários adoram. O que eles ganham? É o projeto de privatização do Guedes. Não se enganem: o mercado quer que ele continue. Quer que ele seja mais ameno e pegue um pouco mais leve com a Globo. Mas eles, no fundo, no fundo, adora a política de destruição que ele está fazendo na Economia e nos direitos dos trabalhadores”, afirmou o ex-presidente.

A declaração de Lula veio logo após Boff classificar o governo como “uma tragédia que os brasileiros não mereciam”. “Ele não é ideológico, ele é cruel e sem piedade. O Brasil deve se libertar dessa pessoa para salvar vidas porque ele é, literalmente, um genocida. Na Amazônia pode ser um etnocida, porque há risco de povos inteiros desaparecerem”, afirmou o teólogo.

Lula ainda defendeu a mobilização dos entregadores de aplicativo. “O povo trabalhador está perdendo no século 21 tudo que conquistou no século 20. A greve dos entregadores prova isso. Eles passam fome entregando comida… Um pneu fura e você é bloqueado do aplicativo?! Isso é escravidão moderna. Não tem nenhuma seguridade social. Nada”, declarou. “O movimento foi muito bonito em São Paulo”, completou.

“É preciso garantir o mínimo necessário. Trabalhador sem direito vira escravo. Os entregadores tem mais é que se revoltar. Sem revolta, sem direitos”, disse ainda.

Lula ainda pregou que “em nome do humanismo nós temos que radicalizar”. “Radicalizar não significa virar sectário, é ir na raiz dos problemas. Temos que convocar as personalidades mundiais para uma guerra contra a fome e a desigualdade”, afirmou. “Não podemos mais admitir a fome, o mundo já produz alimento para todo mundo. Hoje não existe o compromisso de garantir o pobre como ser humano”, declarou.

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