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20 de março de 2019, 20h57

Maia dispara contra Moro e diz que seu projeto anticrime é “copia e cola”

Presidente da Câmara não poupou críticas o ministro da Justiça: "Ele está confundindo as bolas, ele não é presidente da República, ele não foi eleito para isso"

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), subiu o tom nesta quarta-feira (20) contra o ministro da Justiça, Sérgio Moro. Em entrevista, questionado se Moro estaria se intrometendo na Câmara, o parlamentar chegou a chamar o ex-juiz de “funcionário do Bolsonaro” e criticou seu projeto “anticrime” apresentado à Casa em fevereiro.

“O funcionário do presidente Bolsonaro? Ele conversa com o presidente Bolsonaro e se o presidente Bolsonaro quiser ele conversa comigo. Eu fiz aquilo que eu acho correto [sobre a proposta de Moro]. O projeto é importante, aliás, ele está copiando o projeto direto do ministro Alexandre de Moraes. É um copia e cola. Não tem nenhuma novidade, poucas novidades no projeto dele”, afirmou.

O questionamento sobre a postura de Moro se deu pelo fato de que o ministro teceu críticas à paralisação de seu projeto na Câmara. Como Maia o encaminhou a um grupo de trabalho para análise, o projeto está, teoricamente, parado, e aguarda a votação da reforma da Previdência. Para ex-juiz, os dois projetos poderiam tramitar juntos.

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O presidente da Câmara, no entanto, acredita que Moro está “confundindo as bolas”. “Eu sou presidente da Câmara, ele é ministro funcionário do presidente Bolsonaro. O presidente Bolsonaro é quem tem que dialogar comigo. Ele está confundindo as bolas, ele não é presidente da República, ele não foi eleito para isso. Está ficando uma situação ruim para ele. Ele está passando daquilo que é a responsabilidade dele. Ele nunca me convidou para perguntar se eu achava que a estrutura do ministério estava correta, se os nomes que ele estava indicando estavam corretos”, pontuou.

As críticas não pararam por aí. Maia insinuou, ainda, que o ministro da Justiça estaria buscando prestígio na imprensa com o projeto anticrime. “O projeto vai andar no momento adequado, ele pode esperar para ter um Jornal Nacional, um Jornal da Band, ou da TV Record, ele pode esperar”.

 


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