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17 de abril de 2019, 11h10

Militares são apenas 1% dos aposentados, mas representam 15,4% do rombo

Os números dos servidores públicos são parecidos: eles são 2% do total de aposentados, mas sua participação no déficit do sistema é de 16,3%

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Dados do Tesouro Nacional de 2018 mostram que os militares inativos e pensionistas são apenas 1,16% do total de aposentados no país, mas representam 15,4% do rombo da Previdência Social. O levantamento mostra que eles têm um peso proporcional muito maior no déficit da Previdência.

Os números dos servidores públicos são parecidos: eles são 2% do total de aposentados, mas sua participação no déficit do sistema é de 16,3%. Os funcionários de empresas privadas, que são a maioria dos brasileiros, representam 96,8% do total de aposentados e 68,3% do déficit.

Apesar disso, o governo de Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que é capitão da reserva, diz que militares têm atividade diferente, e apresentou projeto de lei com novas regras para a aposentadoria de militares, que não é a mesma da reforma geral da Previdência.

Como justificativa, o governo afirma que a carreira militar tem uma série de especificidades e, por isso, requer um tratamento diferenciado, como por exemplo risco de morte, proibição de greve, sem adicional noturno, sem hora extra e disponibilidade permanente.

Veja abaixo os números de 2018 de aposentados e o peso de cada um no rombo da Previdência:

Total de aposentados/inativos (privados, públicos e militares): 33,044 milhões
Déficit total da Previdência: R$ 284,6 bilhões

Funcionários privados aposentados e pensionistas: 32 milhões (96,8% do total de aposentados)
Déficit com aposentadoria e pensão de funcionários privados: R$ 194,3 bilhões (68,3% do total do déficit)

Militares inativos: 384 mil (1,16% do total de aposentados)
Déficit com militares inativos: R$ 43,8 bilhões (15,4% do total do déficit)

Servidores aposentados: 660 mil (2% do total de aposentados)
Déficit com servidores públicos: R$ 46,4 bilhões (16,3% do déficit)

Com informações do UOL


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