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22 de novembro de 2019, 17h29

Ministério Público abre nova investigação contra Flávio Bolsonaro no caso de fantasmas em gabinete

Novo procedimento aberto pelo MP não se baseia em relatório do COAF, mas em reportagem de O Globo que apontou que o clã Bolsonaro empregou 102 pessoas com laços familiares nos últimos 28 anos

Flávio Bolsonaro - Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) abriu nova investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (RJ) que busca averiguar se houve uso de funcionários fantasmas e prática de rachadinha no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro, durante o mandato como deputado estadual.

Reportagem de Juliana Dal Piva e Chico Otávio publicada pelo jornal O Globo revela que o procedimento inciado pelo MP corre em segredo de justiça e não tem a ver com os relatórios do COAF, mas com denúncias publicadas pelo jornal, mostrando que Flávio empregou em seu gabinete pessoas que nunca pisaram na Alerj. Os principais nomes investigados são os de parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro.

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O processo corre na esfera cível por evolver crimes de improbidade administrativa. Os ex-assessores afirmam que não foram chamados para depor e o senador disse que há uma “fixação” de O Globo em Flávio Bolsonaro e que “todas as pessoas que foram nomeadas, na época, eram qualificadas para as funções que exerciam. Trabalharam em diferentes áreas, mas sempre em prol do mandato, tanto que as votações enquanto deputado estadual foram crescentes”.

A reportagem do jornal O Globo, que deu origem ao procedimento do MP, foi publicada em 4 de agosto e revela que Jair Bolsonaro e seus filhos Flávio, Eduardo e Carlos empregaram 102 pessoas com laços familiares nos últimos 28 anos.


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