Entrevista exclusiva com Lula
28 de novembro de 2019, 21h22

Ministério Público afasta procurador que responsabilizou indígenas pela escravidão

O CNMP decidiu que Ricardo Albuquerque ficará longe de suas funções até conclusão de processo administrativo aberto nesta quinta-feira

Foto: Reprodução/MPPA

O procurador Ricardo Albuquerque, do Ministério Público do Pará (MPPA), foi afastado de suas funções nesta quinta-feira (28) por decisão preliminar do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O órgão abriu um processo administrativo contra o procurador que disse que não há nenhuma herança da escravidão no Brasil e responsabilizou os indígenas pela escravização de pessoas advindas do continente africano.

De acordo com informações de Mônica Bergamo, colunista da Folha de S.Paulo, Albuquerque ficará longe de suas funções até a conclusão do processo, que foi aberto por decisão unânime do conselho, em reunião extraordinária ocorrida nesta quinta.

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“Esse problema da escravidão aqui no Brasil foi porque o índio não gosta de trabalhar, até hoje. O índio preferia morrer do que cavar mina, do que plantar pros portugueses. O índio preferia morrer. Foi por causa disso que eles foram buscar pessoas nas tribos na África, para vir substituir a mão de obra do índio. Isso tem que ficar claro, ora!”, disse Albuquerque, em palestra para estuantes de direito. A declaração foi gravada e causou polêmica nas redes sociais.

O MPPA divulgou nota ainda na quarta-feira repudiando as declarações do procurador, dizendo que não compactua com qualquer ato de preconceito e que a fala “reflete tão somente a opinião pessoal” de Albuquerque.


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