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08 de abril de 2019, 22h31

Ministro da Educação acha que universidades do Nordeste não deveriam ensinar sociologia

Para Abraham Weintraub, as universidades nordestinas deveriam deixar de ensinar disciplinas como filosofia e sociologia para focar no ensino de agronomia; seu antecessor Ricardo Vélez acreditava que universidades deveriam se restringir a uma elite intelectual

Novo ministro da Educação, Abraham Weintraub (direita), em live com Luiz Philippe, em setembro de 2018 (Reprodução/Facebook)

Próximo ao presidente Jair Bolsonaro há pelo menos dois anos e membro da equipe que elaborou seu plano de governo, o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, já defendeu que as universidades do Nordeste deixem de aplicar disciplinas como sociologia ou filosofia para focar no ensino de agronomia.

A declaração foi dada durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais em setembro do ano passado. Na live, ao lado do Luis Philippe Bragança, que se elegeu deputado federal pelo PSL, Weintraub explicava o plano de governo para a árena de energia do então candidato Jair Bolsonaro.

“Em Israel, o Jair Bolsonaro tem um monte de parcerias para trazer tecnologia aqui para o Brasil. Em vez de as universidades do Nordeste ficarem aí fazendo sociologia, fazendo filosofia no agreste, [devem] fazer agronomia, em parceria com Israel. Acabar com esse ódio de Israel. Israel, nas faculdades federais, é loucura o que você escuta, né?”, disparou.

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Seu antecessor no ministério da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, também colecionava declarações polêmicas sobre o ensino universitário. Ele chegou a defender, por exemplo, em janeiro deste ano, que as universidades fossem espaços restritos a uma elite intelectual.


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